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Atlântico Sul

02 de novembro de 2005 - 13:57:00
por: InfoRel
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A Marinha do Brasil comemora este mês, os 60 anos do regresso das Forças Navais Brasileiras que participaram da Segunda Guerra Mundial. No dia 6 de novembro de 1945, concluà­da a sua missão, as Forças Navais do Nordeste e do Sul, retornaram ao Rio de Janeiro.

Segundo a Marinha, durante a guerra, foram 66 ataques de navios brasileiros a submarinos alemães - com a perda de 486 homens e 33 navios, sendo 3 de guerra.

Inicialmente neutro, o Brasil aderiu à  guerra, em 31 de agosto de 1942, após um submarino alemão afundar seis navios de bandeira brasileira, resultando na morte de 607 pessoas.

Com isso, a Marinha do Brasil [MB] recebeu a missão de patrulhar o Atlântico Sul e de proteger os comboios de navios mercantes que trafegavam entre o Mar do Caribe e o litoral Sul do Brasil contra a ação dos submarinos e navios corsários alemães e italianos.

Para o cumprimento da missão, foram criados, em agosto e outubro de 1942, o Grupo de Patrulha do Sul [posteriormente transformado em Força Naval do Sul] e a Força Naval do Nordeste.

A Força Naval do Nordeste, inicialmente composta por oito navios - Cruzadores Bahia e Rio Grande do Sul, Navios-Mineiros Carioca, Caravelas, Camaquã e Cabedelo e os Caça-Submarinos Guaporé e Gurupi - incorporou posteriormente outros navios, constituindo-se na Força-Tarefa 46 da Força do Atlântico Sul, subordinada a 4ª Esquadra dos Estados Unidos da América.

Já o Grupo de Patrulha do Sul era composto por três navios. Com vitórias diárias e silenciosas, as vias de comunicação marà­tima no
Atlântico Sul se mantiveram abertas, provendo os Aliados de materiais estratégicos essenciais para o esforço de guerra e mantendo a economia nacional abastecida. As Forças Navais brasileiras regressaram ao Rio de Janeiro em 6 de novembro.

Modernização da Marinha

Na semana passada, o deputado Marcelo Ortiz [PV-SP], presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Aeronáutica, afirmou que a Marinha havia recebido uma proposta para adquirir aviões Sukhoi-33, de fabricação russa. No entanto, segundo o Comando da Marinha, não houve nenhum oferecimento de aeronaves Sukhoi-33 à  Marinha
do Brasil, que tenha sido feito, oficialmente, por representantes da Rússia.

O Comando esclareceu ainda que o Programa de Reaparelhamento da Marinha [PRM], que se encontra na casa Civil da presidência da República, não tem data para ser enviado ao Congresso. Essa poderia ser 13 de dezembro, Dia do Marinheiro.

O InfoRel apurou que o Brasil estaria tratando da aquisição de um navio-tanque da classe ”Cimarron” para substituir o Marajó, mas a Marinha assegurou que não existe essa negociação.