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Brasil 2022

A Amazônia Estratégica

Marcelo Rech

Entre 11 e 15 de agosto, a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) comandada pelo Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, promove o “Seminário de Segurança da Amazônia”, em Manaus (AM).

É mais um evento da série “Encontros da SAE”.

Trata-se de um programa que busca aprofundar a discussão e o entendimento acerca de temas como a segurança da Amazônia, Amazônia Azul, políticas nuclear, espacial e de tecnologias da informação, a participação do Brasil em missões de paz, o aperfeiçoamento da doutrina naval, e a cooperação sul-americana na área de Defesa.

Servidores do governo federal, militares das Forças Armadas e representantes de entidades públicas e privadas, debaterão em torno do tema “Rumo 2022: desafios estratégicos para a Segurança da Amazônia”.

Com uma visão estratégica da região, o evento pretende capacitar esses profissionais para que políticas públicas sejam propostas em respeito ao binômio desenvolvimento – defesa.

Em parceria com o Exército Brasileiro, a SAE convidou 80 especialistas para diagnosticarem os principais desafios da presença militar na Amazônia, principalmente quanto à integração regional, o desenvolvimento sustentável, as estratégias de segurança e, como conseqüência, a ampliação da presença do Estado na região.

Um documento será elaborado com base nas apresentações e reunirá o quadro atualizado dos problemas e desafios que o Brasil terá pela frente no horizonte temporal de 2022.

Esse documento servirá para orientar o planejamento estratégico para a defesa – desenvolvimento da Amazônia, inclusive quanto à definição das prioridades e o volume de recursos a serem alocados.

De acordo com a Estratégia Nacional de Defesa, “quem cuida da Amazônia brasileira, a serviço da humanidade e de si mesmo, é o Brasil”.

A iniciativa responde em grande medida às críticas ao Projeto Brasil 2022.

Não é da tradição brasileira, pensar o país no longo prazo.

A Estratégia Nacional de Defesa preconiza que o Brasil será vigilante na reafirmação incondicional de sua soberania sobre a Amazônia brasileira, e não permitirá que organizações ou indivíduos sirvam de instrumentos para interesses estrangeiros.

Numa sociedade imediatista como a nossa, soa até ridículo refletir sobre os desafios que teremos em 12 anos.

Uma geração leva 20 anos para ser formada.

Este Brasil que está sendo pensado será entregue aos nossos filhos e netos.

Projetos como este deveriam ser permanentes.

Marcelo Rech é jornalista, editor do InfoRel e especialista em Relações Internacionais, Estratégias e Políticas de Defesa e Terrorismo e Contra-insurgência. E-mail: inforel@inforel.org

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