Brasília, 17 de dezembro de 2018 - 02h06

A importância do petróleo nas Relações Internacion

12 de julho de 2011
por: InfoRel
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Claussia Neumann da Cunha



 



Na atualidade o petróleo pode ser considerado alavanca de uma revolução nas Relações Internacionais.



 



Ao longo das últimas décadas houve ampliações na utilização deste recurso natural, que de um simples lubrificante de maquinários passa a ser considerado um recurso energético de extrema necessidade para a vida humana, o principal recurso energético mundial.



 



Durante o século XX a sociedade internacional presenciou mudanças na utilização de fontes energéticas.



 



O Carvão Mineral até meados dos anos 20 era considerado a fonte energética mais eficaz, porém depois de descobertas de poços de petróleo nos Estados Unidos, Oriente Médio e em outras localidades da Ásia, os Estados começaram a obter interesse pela facilidade na extração, utilização de mão de obra barata e custo acessível que o “ouro negro” conveniava.



 



O mercado energético é um dos grandes temas das Relações Internacionais uma vez que a matriz energética baseada nos combustíveis fósseis é considerada como estratégica para o futuro e desenvolvimento dos Estados.



 



O acesso a matérias-primas em geral, e a energia em particular será certamente uma preocupação importante nas relações políticas internacionais dos Estados, pois as questões energéticas envolvidas refletem um novo cenário internacional no qual a disponibilidade de insumos básicos não é mais garantida pelas relações coloniais tradicionais.



 



O petróleo é um elemento de influência nas relações geopolíticas, desde quando se tornou a matriz energética básica da sociedade industrial e o elemento fundamental para o funcionamento da economia moderna.



 



A energia é essencial para o desenvolvimento, que é uma das aspirações fundamentais dos povos de todos os países. O próprio desenvolvimento dos mercados nacionais, a manutenção e ampliação da atividade econômica, o equilíbrio da balança de pagamentos ou mesmo questões cambiais estão atrelados a estabilização do mercado de energia.



 



O poder político e econômico que o petróleo proporciona aos seus detentores fornece vantagens competitivas no mercado mundial atual.



 



A presença do Estado no aperfeiçoamento das medidas políticas e econômicas e o crescimento da atuação das empresas transnacionais no cenário mundial energético adquiriram destaque nos mercados regionais, expandindo-se e enfatizando a necessidade da cooperação internacional no desenvolvimento de novas tecnologias no setor energético.



 



Portanto, pode-se dizer que o petróleo segue sendo considerado um símbolo de progresso para a sociedade movida por este hidrocarboneto. Uma fonte de energia almejada pelas Nações, um produto de extrema importância na elaboração das estratégias da política nacional e internacional dos Estados.



 



Considera-se agentes influentes do mercado internacional do petróleo e do gás natural as empresas multinacionais, grandes organizações financeiras, assim como empresas estatais e órgãos reguladores.



 



Exercem o papel não somente como atores econômicos, mas como atores geopolíticos.  O petróleo não acarreta apenas a possibilidade de geração de riqueza, mas possibilita o aparecimento de disputas comerciais, financeiras e diplomáticas, assim como guerras e conflitos entre Estados.



 



A competitividade energética adquire preeminência crescente a partir do momento em que os Estados considerarem a nova geopolítica mundial como uma ampliação e/ou preservação das condições de competitividade de suas economias, inclusive enfocando as mudanças futuras no cenário da matriz energética mundial.



 



A geopolítica atual auxilia na execução das ações de poder na tomada de decisão dos Estados mediante ao uso do território e a geopolítica do petróleo expressa-se por meio da disputa pelo controle de suas reservas e locais de produção - envolvendo extração, refino e vias de transporte.



 



A geopolítica do petróleo é considerada fundamental para o exercício da geopolítica mundial, pois o petróleo é um recurso cobiçado pelos Estados para atuar competitivamente no cenário internacional e assim usufruir do poder que este transmite.



 



O acesso às fontes petrolíferas internacionais constitui uma questão fundamentalmente geopolítica, uma vez que depende necessariamente da localização geográfica do recurso natural e envolve normalmente uma relação bilateral entre o Estado produtor/ exportador, que detêm o petróleo em seu território, e o Estado Importador, carente de energia que precisa do petróleo para assegurar a competitividade de sua economia.



 



E nesse cenário que a disputa energética impulsiona o panorama político mundial de instabilidade e conflitos, e essa competitividade geopolítica estabelecida atualmente pelo modelo capitalista determina de forma mais nítida que o domínio sobre as fontes energéticas, principalmente o petróleo, é parte integrante da agenda da segurança econômica e nacional, e como tal, deve ser conduzida como política de Estado, e não somente serem tratadas como principais commodities do mercado mundial.



 



O petróleo não deve ser considerado uma simples mercadoria, mas uma fonte estratégica sobre a qual o Estado deve exercer forte controle, poder e domínio.



 



A internacionalização crescente da vida cotidiana da sociedade, bem como a crescente interdependência entre os países, a expansão do comercio internacional, a globalização da economia e os processos de integração regional conduziram a novos paradigmas nas relações internacionais.



 



A intensificação do comércio internacional é um dos mais importantes resultados da globalização e tem como um dos seus principais agentes a empresa transnacional que é considerada elemento auxiliador na integração das economias mundiais e no desenvolvimento das negociações petrolíferas.



 



Enfim, com o ingresso do petróleo no setor energético mundial, o fornecimento de energia deixou de ser um tema estritamente econômico, e tornou-se causador de conflitos políticos internacionais, entre países importadores, firmas petrolíferas e governos.



 



Em perspectiva econômica, o progresso da IMP estabeleceu o pioneirismo para esta atividade e inovações no paradigma da organização industrial do século XX, criando a holding, o cartel internacional das 7 irmãs e a cooperação inter-firmas entre os agentes petrolíferos.



 



Claussia Neumann da Cunha é Especialista em Negócios Internacionais pela Unisinos e Bacharel em Relações Internacionais pela Unilasalle. Trabalha com Assessoria e Logística Internacional e é Professora de Logística na Escola Lafayette. E-mail: cachuchahontas@hotmail.com

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