A recomposição Brasil – Argentina que exclui embaixador brasileiro

Nesta quarta-feira, 12, Brasil e Argentina deram um passo decisivo para recompor as relações bilaterais após a troca de insultos entre Jair Bolsonaro e Alberto Fernández. No entanto, o atual Embaixador do Brasil em Buenos Aires, Sérgio França Danese, está fora dessa equação. Pelo menos no que depender da chancelaria argentina.

Danese, que ocupa o cargo desde 2016, não quis receber o ministro das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto, Felipe Solá, logo de sua designação pelo então presidente eleito Alberto Fernández. Solá não engole a desfeita.

Entre 2009 e 2015, Sérgio Danese serviu ao governo do PT como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Federativos e Parlamentares (AFEPA), depois como Subsecretário-Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior, e por último, como Secretário-Geral, sendo o número 2 do Itamaraty.

Na avaliação de membros da comitiva de Felipe Solá, Sérgio Danese negou-se a ver-se com o chanceler designado como forma de agradar ao governo Bolsonaro e evitar a demissão do cargo, ou seja, colocou seus interesses pessoais acima dos interesses do país na relação com a Argentina.

Marcelo Rech – 17/02/2020

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