Brasília, 18 de novembro de 2018 - 21h51

ACNUR e Brasil formalizam parceria humanitária

13 de setembro de 2010
por: InfoRel
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O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e o governo brasileiro assinaram nesta segunda-feira, em Genebra, Memorando de Entendimentos que formaliza o apoio do Brasil à assistência humanitária prestada pelo ACNUR em todo o mundo.



Assinado pelo Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, e pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, o documento prevê contribuições voluntárias do Brasil para os programas regulares do ACNUR, como também para atividades específicas em países afetados por desastres naturais, conflitos e insegurança alimentar e nutricional.



As doações do Brasil ao ACNUR terão como base os Objetivos Estratégicos Globais da agência, conforme aprovado por seu Comitê Executivo.



O Brasil também apoiará os programas de formação de oficiais do ACNUR (o chamado “Junior Professional Officer Programme”), permitindo que brasileiros ganhem experiência de trabalho na sede do ACNUR, em Genebra, e em escritórios de campo nas áreas de proteção e prestação de assistência humanitária em emergências.



A primeira doação feita com base no Memorando de Entendimentos será anunciada ainda em 2010, para financiar atividades no próximo ano.



Os recursos sairão do orçamento do Ministério das Relações Exteriores.



O apoio do Brasil à assistência humanitária prestada pelo ACNUR vem crescendo significativamente.



Apenas neste ano, o governo brasileiro doou à agência da ONU para refugiados cerca de US$ 3,2 milhões – a maior entre os países da América Latina e Caribe, em toda a história do ACNUR.



Os recursos beneficiam refugiados e deslocados internos em diferentes partes do mundo, como Sri Lanka, Haiti, Equador, Irã e Iraque, sendo usados nas áreas de alimentação, educação, abrigo e infra-estrutura, por meio de compras locais e, no caso da comida, de produtos oriundos da agricultura familiar.



De acordo com o ministro Celso Amorim, "o Brasil tem uma das legislações mais avançadas do mundo a respeito dos refugiados, acolhe nacionais de mais de 50 países e agora está se transformando em um dos principais doadores do ACNUR”.



O ACNUR foi criado em 1950 para proteger e assistir às vítimas de perseguição, intolerância e violência.



Atualmente, mais de 35 milhões de pessoas estão sob seu mandato, entre solicitantes de refúgio, refugiados, apátridas, deslocados internos e repatriados.



Trata-se de uma das maiores agências humanitárias do mundo e que já recebeu duas vezes o Prêmio Nobel da Paz (1954 e 1981).



No Brasil, atua em parceria com o Poder Público federal, estadual e municipal, com o setor privado e com a sociedade civil organizada.



De acordo com as estatísticas do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE) referentes a julho deste ano, o país abriga cerca de 4.300 refugiados de 78 nacionalidades diferentes.



A maioria é proveniente da África (65%), seguida pela região das Américas (22,16%), da Ásia (10,41%) e da Europa (2,27%).



As nacionalidades com maior representatividade entre os refugiados reconhecidos são os angolanos (39,21%), colombianos (13,68%), congoleses (9,98%), liberianos (6,01%) e iraquianos (4,66%).

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