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Acordo com UE ampliará competitividade da indústri

Acordo com UE ampliará competitividade da indústria, afirma ministro

Brasília – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, afirmou que “um acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia vai possibilitar um salto de competitividade e produtividade da indústria brasileira”. Segundo o ministro, os dois blocos econômicos estão “prestes” a fazer a troca de ofertas, primeira etapa das negociações que podem levar ao acordo de livre-comércio.

Borges lembrou que em Bruxelas, acompanhou a presidente Dilma Rousseff na Cúpula Brasil-União Europeia, quando foi acertada reunião de técnicos do bloco europeu e do Mercosul para março deste ano, com vistas ao detalhamento da troca de ofertas.

Em Sorocaba (SP), Borges representou a presidente na inauguração da nova fábrica de motores, geradores elétricos e eletrocentros da empresa suíça ABB. A planta, a quinta da companhia europeia no Brasil, é parte de um plano de investimentos no País que chegará aos US$ 200 milhões até 2015.

CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) cobrou maior agilidade nas negociações comerciais entre Mercosul e União Europeia para que o acordo de livre comércio finalmente saia do papel. Para o presidente da CNI, Robson de Andrade, o aprofundamento dos laços econômicos com a União Europeia tornou-se fundamental diante da crescente integração entre os países.

Após participar em Bruxelas, do 7º Encontro Empresarial Brasil-União Europeia, Andrade afirmou que “é imprescindível avançarmos nas negociações de acordo de livre comércio, sobretudo com a União Europeia. Estamos, novamente, diante de um momento chave dessas negociações. E esperamos que, no próximo mês, possa ocorrer uma bem sucedida troca de ofertas”, explicou.

Na avaliação do presidente da CNI, embora os temas comerciais não façam parte das discussões da Parceria Estratégica Brasil – União Europeia, não há como ter uma aliança sólida sem avanços na área.

“Esse tem sido um caminho longo e sinuoso, mas a indústria brasileira reitera a necessidade de se adotar uma nova estratégia de política comercial para responder, com urgência, aos desafios da competitividade do século 21”, destacou.

A CNI defende que Brasil e UE avancem na cooperação regulatória, para eliminar barreiras não tarifárias, e assinem Acordos de Reconhecimento Mútuo.

Esses acordos permitiriam, por exemplo, que os certificados emitidos pelo Inmetro fossem aceitos pelos países europeus. Atualmente, cada máquina, equipamento ou eletroeletrônico, entre diversos outros produtos industriais brasileiros, precisam ser certificados dentro e fora do Brasil por órgãos diferentes.

A CNI informou que, na área de facilitação do comércio, trabalha em parceria com a Receita Federal numa proposta de Operadores Econômicos Autorizados (OEA), conforme o acordo recentemente assinado na Organização Mundial do Comércio (OMC) em Bali.

Dessa forma, o custo de importação e de exportação seria reduzido e os trâmites aduaneiros acelerados. O esforço da CNI é para que o modelo de Operadores Econômicos Autorizados sejam compatíveis com o modelo dos Estados Unidos e da União Europeia.

A CNI também comemorou a decisão do governo brasileiro e da Comissão Europeia de assinaram o Plano de Ação sobre Investimentos e Competitividade.

Para a entidade, o ponto de destaque no plano, que vai pautar a agenda em 2014, é o levantamento das dez medidas mais onerosas na relação econômica bilateral. Assim, a CNI espera que a UE prossiga como seu maior e principal parceiro comercial e investidor no Brasil.

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