Mercosul
08/12/2010
Indígenas e Relações Internacionais
08/12/2010

Acordo de Itaipu não será votado pelo Brasil

Acordo de Itaipu não será votado pelo Brasil

Na semana passada, o vice-ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Jorge Lara Castro, reuniu-se em Brasília com parlamentares governistas a quem pediu que o acordo sobre Itaipu fosse aprovado pelo Brasil ainda neste ano.

A proposta triplica o valor pago pela energia recomprada do Paraguai.

O Brasil paga atualmente, US$ 120 milhões anuais. Este valor subiria para US$ 360 milhões.

O acordo recebeu parecer favorável na Representação Brasileira no Mercosul e foi transformada em Decreto Legislativo.

A oposição exigiu a criação de uma comissão especial para analisar o acordo, com isso todas as chances de votação da proposta em 2010 foram por água abaixo.

Para o governo, o Tratado de Itaipu é o principal acordo entre Brasil e Paraguai e aquele que regula as relações bilaterais.

Os partidos de oposição asseguram que a aprovação do acordo implicará em aumento das tarifas de energia dos brasileiros.

Na avaliação dos governistas, o Brasil deve pensar em termos de política internacional.

“Temos de agir diplomaticamente, a favor do desenvolvimento dos países vizinhos. Não podemos construir um muro, como fazem os Estados Unidos em relação ao México”, afirmou o deputado Dr. Rosinha (PT-PR).

O Tratado de Itaipu foi assinado em 1973 quando ficou definido que cada país teria direito a 50% da energia produzida.

A energia excedente deve ser vendida obrigatoriamente ao parceiro por preço de custo.

O Paraguai utiliza apenas 10% da energia a que tem direito.

O restante é recomprado pela Eletrobrás e serve para amortizar a dívida paraguaia com a construção da hidrelétrica 100% financiada pelo Brasil.

Em 2023, o Paraguai será dono de metade de Itaipu sem ter pago um centavo por ela.

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