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02/12/2016
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Acordo estratégico entre Brasil e Suécia tem potencial para novos negócios

Brasília – O acordo estratégico entre o Brasil e a Suécia tem potencial para novos negócios em diversos segmentos econômicos. Essa foi a principal mensagem da diretora-executiva da Câmara Brasileira de Comércio na Suécia, Elisa Sohlman, no I Encontro Internacional de Financiamento a Projetos de Defesa, realizado nesta quarta-feira, 30, em Brasília.

“O Brasil ainda não tirou todo proveito que essa relação pode oferecer”, avalia sobre a possibilidade de atrelar outros segmentos ao maior acordo firmado entre os dois países, o programa Gripen. “Essa iniciativa é extremamente valiosa. Esse diálogo é importantíssimo”, disse, sobre o encontro promovido pelo Comando da Aeronáutica.

Para Sohlman, o programa da nova aeronave de combate da Força Aérea Brasileira é tratado pela Câmara como a ‘Era Gripen’, justamente pelas oportunidades de comércio interdisciplinar que oferece. A tecnologia e os recursos empregados no avião multimissão podem abrir caminho para novos negócios de empresas dos setores de saúde e energia, por exemplo.

Outro fator que ajuda nesse amplo leque que se abre é o fato de a FAB ter uma área de atuação amplo, extrapolando o segmento da defesa. “A FAB atua em catástrofes, em logística. A tecnologia que está sendo discutida para o desenvolver o Gripen tange outros segmentos", pondera sobre o desperdício que seria não aproveitar essas novas oportunidades.

Há dez anos, ou seja, desde a fundação, o órgão acompanha o projeto Gripen NG. Para os suecos, a data de 18 de dezembro em 2013, quando o governo brasileiro anunciou o Gripen como a aeronave do programa F-X2, é considerada um marco na relação com o Brasil. “É o maior projeto da história bilateral. O maior contrato da história da Suécia e também para o Brasil”, afirma.

Com o papel de mediar os negócios entre os dois países, o órgão tem como um dos seus grandes desafios a comunicação. “Somos tradutores”, compara a executiva usando uma metáfora sobre seu trabalho de facilitar a interlocução entre duas culturas diferentes e em alguns momentos até díspares.

Sohlman exemplifica sua afirmação utilizando o conceito de inovação. Na economia nórdica, fundamentada em uma indústria forte, este é um assunto tratado pela agenda da iniciativa privada e voltada para recursos high tech. No Brasil, cuja base econômica de exportação ainda se sustenta em commodities, essa mesma discussão está principalmente na esfera política ou seja, uma agenda governamental, mesmo com o país sendo 20 vezes maior que a Suécia.

Aeronáutica debate soluções para exportação e importação dos projetos de defesa

O "I Encontro Internacional sobre Financiamento a Projetos de Defesa”, promovido pelo Comando da Aeronáutica, reuniu cerca de cem profissionais da área de operações de crédito internacionais de órgãos governamentais federais brasileiros, agências fomentadoras de exportação, financiadoras, fabricantes da Base Industrial de Defesa e bancos. O evento realizado entre 29 de novembro e 1º de dezembro, teve por objetivo apresentar novas abordagens para o financiamento de importações e exportações para projetos de defesa.

“Consideramos a necessidade de provocar a interação entre os principais atores envolvidos na estruturação de operações de crédito, além de fomentar a difusão de novas ideias e perspectivas nos planos nacional e internacional. Por fim, valorizar a importância das operações de financiamento no fomento às indústrias nacionais de produtos de Defesa”, afirmou o Brigadeiro do Ar José Isaias Augusto de Carvalho Neto, Subsecretário de Contratos e Convênios da Secretaria de Economia e Finanças da Aeronáutica (SEFA).

O órgão do Comando da Aeronáutica que organizou o encontro acumula experiência de ter estruturado operações de crédito para os projetos F-X2 (Gripen) e HX-BR (H-36 Caracal/EC-725), entre outros. Essas experiências em operações de crédito também foram apresentadas no evento.

Durante três dias, discutiu-se os aspectos jurídicos, modalidades de financiamento, atuação das agências de fomento, projetos de defesa, ações de promoção à exportação e a investimentos. As perspectivas do cenário macroeconômico, a alocação de recursos e os incentivos da Base Industrial de Defesa também figuraram entre os temas.

Participaram representares dos setores público e privado, entre eles, o ministério da Defesa, Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior (MDIC), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores (ABGF), Banco Société Générale, Banco BNP Paribas, Banco Santander, Banco SEB, Banco Crédit Agricole (CACIB), Câmara de Comércio do Brasil na Suécia e as empresas SAAB e Embraer.

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