Relações Exteriores

Integração Regional
20/12/2015
Economia
20/12/2015

Integração Regional

Acordo Mercosul – União Europeia é a principal prioridade do Brasil para o bloco

Marcelo Rech, especial de Assunção

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou neste domingo, 20, que a conclusão das negociações entre o Mercosul e a União Europeia para um acordo de livre comércio é a principal prioridade do Brasil para o bloco. “O encaminhamento das negociações Mercosul – União Europeia continua a ser a principal prioridade do Brasil dentro de nossa agenda de relacionamento externo. Como sabemos, o Mercosul está pronto para proceder à troca de ofertas de acesso a mercados o mais rapidamente possível, dando início à etapa final das negociações”, afirmou o ministro.

Mauro Vieira explicou que a oferta do Mercosul, incluindo as áreas de bens, compras governamentais, serviços e investimentos, foi aprovada em julho de 2014 e cumpre plenamente, e em todas as áreas, os parâmetros acordados em 2010, quando foram retomadas as negociações. “Esperamos que a União Europeia obtenha o consenso interno necessário que nos permita efetuar a troca de ofertas rapidamente”, disse.

O ministro destacou ainda que além da importância das negociações com a União Europeia, “nossos interesses externos devem também se diversificar. Para aprimorarmos nossa inserção internacional, incrementando nossas exportações e atraindo novos investimentos, precisamos também nos dedicar a outras frentes negociadoras. Devemos dar passos decididos nas conversações com outros parceiros, como o Canadá, a Associação Europeia de Livre Comércio, a Índia, o Líbano e a Tunísia, entre outros, como também a União Aduaneira da África Austral”, explicou.

Trajetória

O ministro das Relações Exteriores lembrou que o Mercosul completa em 2016, 25 anos e que a integração surgiu da percepção de que o trabalho conjunto seria capaz de conduzir o bloco na consecução do desenvolvimento econômico.

Segundo ele, “nosso comércio cresceu de maneira exponencial, saltando de US$ 4,5 bilhões em 1991 para algo em torno de US$ 62 bilhões, recorde histórico em 2011”, assinalou. Ele garantiu que o Brasil segue comprometido com o aprofundamento e implementação do Plano de Ação para o Fortalecimento do Mercosul Comercial e Econômico.

“Não podemos perder de vista que o comércio intrazona é composto principalmente de produtos manufaturados. Cerca de 80% das importações brasileiras originárias do Mercosul são justamente de bens industrializados. Isso significa geração de empregos de qualidade e de renda em nossa região. Aponta, ademais, para as amplas possibilidades de integração produtiva em setores-chave e de alto valor agregado, como o automotivo”, recordou.

Para tanto, o chanceler lembrou que os países do Mercosul têm a responsabilidade de eliminar as barreiras tarifárias remanescentes e de buscar a convergência regulatória de maneira a extinguir barreiras não-tarifárias e medidas de efeito equivalente que afastam os membros dos propósitos do Tratado de Assunção.

“É por essa razão que devemos trabalhar com espírito renovado para ampliar a rede de acordos comerciais do nosso bloco com outros países e regiões. Confiamos em que, com a ajuda de todos, poderemos, durante a presidência Pro Tempore do Uruguai, tornar a agenda externa do Mercosul ainda mais ambiciosa”, reconheceu.

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