Chanceler defende atuação brasileira em acordo com
11/08/2010
Avança o Conselho de Defesa Sul-Americano
12/08/2010

Constituição

Acordo militar Colômbia – EUA pode não sair

Na próxima terça-feira, a Corte Constitucional da Colômbia analisará os termos do acordo militar firmado com os Estados Unidos e que permitirá o uso de sete bases colombianas por militares norte-americanos.

O acordo firmado em outubro do ano passado gerou uma crise com a Venezuela que se alastrou por toda a região.

A União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) exigiu garantias do então presidente Álvaro Uribe de que a soberania dos vizinhos seria respeitada.

Brasil e Venezuela lideraram um movimento que resultou em reunião extraordinária do bloco onde a Colômbia teve de se explicar.

Juristas colombianos entendem que não se trata de ampliação de um acordo militar, mas de um novo tratado, o que exige aprovação por parte do Poder Legislativo.

Um primeiro magistrado deu parecer desfavorável ao acordo. Agora, o conjunto dos ministros analisará a matéria.

A Corte Constitucional também deve recomendar que o acordo não vigore até que uma decisão final seja anunciada.

Ativistas e defensores dos direitos humanos da Colômbia e Estados Unidos têm-se reunido em torno das bases em manifestação contra o acordo.

Eles suspeitam que militares norte-americanos já se encontram no país.

O acordo permitirá que os Estados Unidos enviem 800 soldados e 600 terceirizados para operarem nas sete bases.

As bases

Os dois países asseguram que o acordo será implementado apenas para o combate ao narcotráfico e ao terrorismo em território colombiano.

A base de Palanquero abriga o Comando Aéreo de Combate Nº 1 e está localizada no município de Puerto Salgar, Departamento de Cundinamarca. A base possui uma pista em condições de receber aviões de combate e carga como os T-33, Mirage, A37, Kfir e C130.

Os Estados Unidos reservaram US$ 40 milhões para melhorar a pista.

Apiay sedia o Comando Aéreo de Combate Nº 2 e está localizada em Villavicencio, Departamento de Meta.

Trata-se de uma das principais bases para operações ofensivas contra as Farc e a interdição de aviões do narcotráfico.

O Super Tucano usa a base com freqüência junto com os helicópteros UH-60 norte-americanos.

Na Base de Malambo, Departamento do Atlântico, está o Comando Aéreo de Combate Nº 3.

Ali, operam o Super Tucano, os A-37, AC-47 e helicópteros UH-1H.

Na divisa dos municípios de Cundinamarca e Tolima, está a base de Tolemaida, bem no centro do país.

É a mais importante do Exército colombiano.

Foi de Tolemaida que partiram os helicópteros que resgataram Ingrid Betancourt, os três norte-americanos e militares colombianos, na Operação Jaque em julho de 2008.

Grupos de elite são treinados ali com assessoria dos Estados Unidos.

A Base de Larandia, também do Exército, está situada no Departamento de Caquetá.

A Polícia Nacional e a Força Aérea Colombiana também utilizam essa base, considerada fundamental para o êxito do Plano Colômbia iniciado em 2000.

Atualmente, é a ponta-de-lança do Plano Patriota, a maior ofensiva militar contra as Farc.

A base também é sede a Força Tarefa Ômega, dedicada a perseguição dos principais líderes guerrilheiros na selva.

Bahía Málaga pertence a Força Naval do Pacífico é a mais importante da Marinha colombiana nesse Oceano.

Está localizada estrategicamente entre Equador e Panamá e possui instalações que permitem operações de interceptação de lanchas rápidas e mini-submarinos que transportam grandes quantidades de cocaína para a América Central e Estados Unidos.

Em Cartagena está a base que pertence à Força Naval do Caribe onde atracam fragatas, submarinos e navios de patrulha.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *