Brasília, 18 de novembro de 2018 - 13h31

Acordo militar da Colômbia com os EUA preocupa

30 de julho de 2009
por: InfoRel
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O governo brasileiro está preocupado com os termos do acordo militar que a Colômbia negocia com os Estados Unidos.

Nesta quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, cobrou explicações e transparência por parte do governo colombiano.

Desde o anúnico, pelo presidente do Equador, Rafael Correa, que o seu paà­s não renovaria o acordo para uso pelos norte-americanos, da Base de Manta, os Estados Unidos negociam com Bogotá.

De acordo com o governos da Colômbia e dos Estados Unidos, a presença militar norte-americana no paà­s estará restrita ao combate ao narcotráfico.

No entanto, a Venezuela vê a medida como uma provocação. Chávez prometeu congelar as relações bilaterais e retirou seu embaixador da Colômbia.

Além disso, anunciou que o seu paà­s poderá comprar mais armamentos da Rússia.

As coisas azedaram de vez quando o governo Uribe divulgou que armas adquiridas pela Venezuela, da Suécia, estariam em mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Nesta sexta-feira, o assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, chega a Caracas. Ele deverá se reunir com o presidente Chávez e autoridades polà­ticas, diplomáticas e militares.

Não está descartada uma visita relâmpago à  Colômbia.

Celso Amorim explicou que o Brasil seguirá trabalhando para que as relações entre Colômbia e Venezuela sejam mantidas e não descartou levar o tema do acordo militar com os Estados Unidos ao Conselho Sul-Americano de Defesa.

Também a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), poderá ser convocada em regime de emergência para discutir a crise colombo-venezuelana.

Para o governo brasileiro, as preocupações da Venezuela com o acordo são legà­timas.

Embora não tenha entrado em detalhes, o chanceler brasileiro revelou que o principal desafio do Brasil seria recompor a confiança entre os governos Uribe e Chávez.

Equador

As relações da Colômbia com o Equador também caminham para o abismo.

Um và­deo divulgado pelo governo Uribe pretende comprovar os và­nculos entre as Farc e a eleição de Rafael Correa.

O Equador nega as acusações. As Farc informaram por meio de um comunicado, que não financiaram a campanha eleitoral de Correa.

No entanto, a crise persiste.

Acordo militar

Pouco se sabe a respeito do acordo que é negociado entre militares da Colômbia e dos Estados Unidos.

O que se conhece é que três bases aéreas colombianas seriam utilizadas por soldados norte-americanos para operações antiterroristas e de combate ao narcotráfico.

Para o governo Chávez, a divulgação de que armas suecas vendidas à  Venezuela teriam parado em mãos da guerrilha, pretende justificar o acordo militar com os Estados Unidos.

Análise da Notà­cia

Mais uma vez, Colômbia e Venezuela tensionam o ambiente polà­tico sul-americano.

A Colômbia, de àlvaro Uribe, discute neste momento, como fortalecer ainda mais sua aliança com os Estados Unidos, agora no campo militar.

Vai ceder três bases aéreas para os “gringos” atuarem com desenvoltura em seu território à  caça de narcoterroristas das Farc.

Os Estados Unidos despejam milhões de dólares na Colômbia e essa ajuda foi fundamental para a reeleição de Uribe.

O Plano Colômbia, financiado pelos norte-americanos, essencial para que o paà­s começasse a derrotar as Farc.

A derrota da guerrilha, o principal ganho polà­tico de Uribe.

No entanto, a presença militar dos Estados Unidos na região não incomoda apenas a Venezuela.

E deveria ser repelida por todos os paà­ses. Daà­ um desafio para o recém criado Conselho Sul-Americano de Defesa.

A presença militar dos Estados Unidos na América do Sul, seja através deste acordo, seja por meio da 4ª Frota da sua Marinha, supõe uma ingerência que acreditávamos, a administração Obama, poria fim.

A Colômbia fica no coração da região, o que permitirá aos Estados Unidos, operarem em qualquer paà­s sul-americano em questão de minutos.

O ministro Celso Amorim, afirmou nesta quarta-feira, que a construção da confiança entre Chávez e Uribe, é fundamental.

Mais fundamental ainda seria os paà­ses sul-americanos aprofundarem a cooperação, inclusive militar, pois nossos problemas são comuns.

Não deverà­amos buscar parceiros fora, principalmente aqueles que possuem um histórico de intervenções nada democráticas.

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