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Acordo militar da Colômbia com os EUA preocupa

Acordo militar da Colômbia com os EUA preocupa

O governo brasileiro está preocupado com os termos do acordo militar que a Colômbia negocia com os Estados Unidos.

Nesta quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, cobrou explicações e transparência por parte do governo colombiano.

Desde o anúnico, pelo presidente do Equador, Rafael Correa, que o seu país não renovaria o acordo para uso pelos norte-americanos, da Base de Manta, os Estados Unidos negociam com Bogotá.

De acordo com o governos da Colômbia e dos Estados Unidos, a presença militar norte-americana no país estará restrita ao combate ao narcotráfico.

No entanto, a Venezuela vê a medida como uma provocação. Chávez prometeu congelar as relações bilaterais e retirou seu embaixador da Colômbia.

Além disso, anunciou que o seu país poderá comprar mais armamentos da Rússia.

As coisas azedaram de vez quando o governo Uribe divulgou que armas adquiridas pela Venezuela, da Suécia, estariam em mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Nesta sexta-feira, o assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, chega a Caracas. Ele deverá se reunir com o presidente Chávez e autoridades políticas, diplomáticas e militares.

Não está descartada uma visita relâmpago à Colômbia.

Celso Amorim explicou que o Brasil seguirá trabalhando para que as relações entre Colômbia e Venezuela sejam mantidas e não descartou levar o tema do acordo militar com os Estados Unidos ao Conselho Sul-Americano de Defesa.

Também a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), poderá ser convocada em regime de emergência para discutir a crise colombo-venezuelana.

Para o governo brasileiro, as preocupações da Venezuela com o acordo são legítimas.

Embora não tenha entrado em detalhes, o chanceler brasileiro revelou que o principal desafio do Brasil seria recompor a confiança entre os governos Uribe e Chávez.

Equador

As relações da Colômbia com o Equador também caminham para o abismo.

Um vídeo divulgado pelo governo Uribe pretende comprovar os vínculos entre as Farc e a eleição de Rafael Correa.

O Equador nega as acusações. As Farc informaram por meio de um comunicado, que não financiaram a campanha eleitoral de Correa.

No entanto, a crise persiste.

Acordo militar

Pouco se sabe a respeito do acordo que é negociado entre militares da Colômbia e dos Estados Unidos.

O que se conhece é que três bases aéreas colombianas seriam utilizadas por soldados norte-americanos para operações antiterroristas e de combate ao narcotráfico.

Para o governo Chávez, a divulgação de que armas suecas vendidas à Venezuela teriam parado em mãos da guerrilha, pretende justificar o acordo militar com os Estados Unidos.

Análise da Notícia

Mais uma vez, Colômbia e Venezuela tensionam o ambiente político sul-americano.

A Colômbia, de Álvaro Uribe, discute neste momento, como fortalecer ainda mais sua aliança com os Estados Unidos, agora no campo militar.

Vai ceder três bases aéreas para os “gringos” atuarem com desenvoltura em seu território à caça de narcoterroristas das Farc.

Os Estados Unidos despejam milhões de dólares na Colômbia e essa ajuda foi fundamental para a reeleição de Uribe.

O Plano Colômbia, financiado pelos norte-americanos, essencial para que o país começasse a derrotar as Farc.

A derrota da guerrilha, o principal ganho político de Uribe.

No entanto, a presença militar dos Estados Unidos na região não incomoda apenas a Venezuela.

E deveria ser repelida por todos os países. Daí um desafio para o recém criado Conselho Sul-Americano de Defesa.

A presença militar dos Estados Unidos na América do Sul, seja através deste acordo, seja por meio da 4ª Frota da sua Marinha, supõe uma ingerência que acreditávamos, a administração Obama, poria fim.

A Colômbia fica no coração da região, o que permitirá aos Estados Unidos, operarem em qualquer país sul-americano em questão de minutos.

O ministro Celso Amorim, afirmou nesta quarta-feira, que a construção da confiança entre Chávez e Uribe, é fundamental.

Mais fundamental ainda seria os países sul-americanos aprofundarem a cooperação, inclusive militar, pois nossos problemas são comuns.

Não deveríamos buscar parceiros fora, principalmente aqueles que possuem um histórico de intervenções nada democráticas.

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