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Adesão da Venezuela ao Mercosul deve ser aprovada

Adesão da Venezuela ao Mercosul deve ser aprovada em duas semanas

O acordo de adesão da Venezuela ao Mercosul deverá ser aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, provavelmente na sessão do dia 19 de setembro.

No dia 18, parlamentares dos dois países se reúnem em Brasília para discutir o tema.

A previsão foi feita pelo relator da mensagem encaminhada à Câmara pelo Executivo, deputado Dr. Rosinha (PT-PR). Nesta quarta-feira, a CREDN realizou audiência pública para debater a questão.

Estavam previstas as presenças dos embaixadores Samuel Pinheiro Guimarães, Secretário-Geral do Itamaraty, Sérgio Vieira, diretor da FAAP, José Botafogo Gonçalves, presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), do economista Roberto Gianetti da Fonseca, da Fiesp e do deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

No entanto, apenas a gerente-executiva de Negociações Internacionais da CNI, Soraya Rosar e o diretor do Departamento de Integração do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Afonso Cardoso, compareceram. Somente quatro deputados – Arnaldo Madeira (PSDB-SP), João Almeida (PSDB-BA), Dr. Rosinha (PT-PR) e Carlito Merss (PT-SC), debateram o tema por cerca de duas horas.

Soraia Rosar confirmou que o empresariado brasileiro tem medo que a Venezuela não cumpra com os prazos e normas previstos nas regras que instituíram o bloco.

Ela explicou que a CNI não avalia o ingresso da Venezuela no Mercosul sob o viés político, mas reconheceu que os empresários do Brasil temem que a Venezuela prejudique os acordos entre Mercosul e outros blocos, como a União Européia.

Segundo ela, os europeus também têm medo das posições assumidas pelo presidente Hugo Chávez. O deputado Dr. Rosinha reiterou que “não será o governo Chávez a ser admitido como membro pleno do Mercosul, mas um país, a Venezuela”.

Já o embaixador Afonso Cardoso preferiu destacar a importância da Venezuela para o Mercosul e em especial, para as relações econômicas com o Brasil. De acordo com o diplomata, o Mercosul vai agregar outros US$ 160 bilhões à sua economia. O valor corresponde ao PIB venezuelano.

Cardoso informou ainda que o comércio bilateral registrou um movimento de US$ 880 milhões em 2003. Em 2006, esse volume saltou para US$ 4,1 bilhões de dólares. É com a Venezuela que o Brasil tem o terceiro maior superávit comercial, depois dos Estados Unidos e da Europa.

Para o deputado tucano Arnaldo Madeira, que pediu a audiência, o que mais preocupa são as declarações do presidente venezuelano. Ele reclamou ainda do prazo estipulado por Chávez para que o Brasil ratifique a entrada do país no bloco.

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