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Administração Dilma: da expectativa à realidade

Administração Dilma: da expectativa à realidade

Marcelo Rech

 

Dilma Rousseff chega à presidência da República em sua primeira e única eleição. Não é pouca coisa.

 

Elevada a essa condição graças ao padrinho Lula, ela tem agora a obrigação de confirmar no dia-a-dia a sua capacidade de fazer o país funcionar.

 

Dizem que os primeiros 100 dias são determinantes para se saber o que nos reservam os quatro anos de sua administração.

 

A julgar pela montagem do seu ministério, não deveríamos esperar muito.

 

No lugar de técnicos renomados, políticos conhecidos. A maioria por práticas nada elogiáveis.

 

Lula surpreendeu muita gente e deixou o poder oito anos depois com quase 90% de popularidade superando escândalos e esquemas patrocinados por seus subordinados.

 

Os números dizem que o país melhorou muito.

 

Mas números também enganam. O Brasil está longe de ser um grande país. Está mais para um país grande mesmo.

 

A presidente terá pela frente muitos e complexos desafios, mas nenhum tão difícil quanto lidar com os políticos e corruptos (redundância?).

 

O mais complicado para a presidente é o seu próprio. O PT é daqueles que não se contentam. Querem tudo.

 

Foi o PT quem criou os maiores e mais graves problemas para Lula. O presidente foi salvo graças ao carisma pessoal.

 

O PMDB é um ajuntamento. Ciro Gomes o definiu muito bem.

 

E temos ainda os que torcem contra. São muitos.

Embora sejamos nós, os contribuintes os únicos que se dão mal sempre que os políticos erram ou falham. Com eles nunca nada acontece. Melhor torcer para que dê certo então.

 

Caso sobreviva ao constante fogo-amigo, Dilma Rousseff aos poucos se descolará de Lula. Em dois anos, terá montado um ministério com a sua cara e sem os apadrinhados.

 

Até lá, terá de fazer valer sua fama de durona. Se amolecer, está perdida.

 

Marcelo Rech é jornalista e editor do InfoRel. E-mail: inforel@inforel.org

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