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Agência Espacial Brasileira tem novo presidente

Agência Espacial Brasileira tem novo presidente

Tomou posse nesta segunda-feira, 21, em Brasília, o novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), o físico Marco Antonio Raupp.

Ele substitui Carlos Ganem que ocupava o cargo desde 2008.

Raupp comemorou o retorno ao Programa Espacial Brasileiro onde trabalhou há 20 anos.

Ele prometeu atenção especial ao programa, à capacitação de recursos humanos, ao monitoramento ambiental, à Defesa e às telecomunicações.

De acordo com a AEB, Marco Antonio Raupp é graduado em Física pela Universidade do Rio Grande o Sul, PhD em Matemática pela Universidade de Chicago e livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP).

Foi presidente da Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Nos últimos anos, trabalhou como diretor geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

Na cerimônia de posse do presidente da AEB, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante lamentou o corte no orçamento para as áreas de C&T, inclusive o Programa Espacial Brasileiro.

Na sua avaliação, a comunidade científica não tem conseguido mobilizar o Congresso Nacional para a importância de investimentos em ciência, tecnologia e inovação.

“Precisamos apresentar resultados para mobilizar a sociedade. Este ano será de grande reflexão sobre o Programa Espacial Brasileiro e a importância do setor para o desenvolvimento do país”, afirmou.

Para o ministro, a larga experiência do novo presidente da AEB não permitirá erros na gestão do Programa Espacial Brasileiro.

Mercadante disse, ainda, que 2012 será o divisor de águas para o programa espacial, já que muitos projetos, como o Veículo Lançador de Satélites (VLS) e o Cyclone 4, serão lançados. Essas iniciativas darão a visibilidade ao setor espacial se forem bem sucedidas e, certamente, chamarão atenção de governantes e da sociedade civil.

O ministro ratificou a sua posição favorável em relação aos acordos de cooperação internacionais, como a que o Brasil tem com a China que resultou na série de Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS).

Carlos Ganem que retorna à FINEP, entregou o cargo reclamando da falta de recursos apesar do Brasil ser o 4º país a implementar um Programa Espacial depois da ex-União Soviética, Estados Unidos e França.

Há pelo menos 17 anos o Brasil participa da construção e lançamento de satélites para a coleta de dados.

O ex-presidente da AEB afirmou que seu principal desafio foi retirar a Agência Espacial Brasileira dos obituários depois da tragédia que matou 21 brasileiros em Alcântara em 2003.

“Países que começaram seus programas espaciais 20 anos depois do Brasil, já estão à nossa frente”, afirmou.

Projetos

Atualmente, a Agência Espacial Brasileira desenvolve os projetos do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), e os baseados na Plaraforma Multimissão (PMM), como o Amazonas 1, para monitoramento de florestas, e o Lattes, para apoio a pesquisas de fenômenos que ocorrem na atmosfera e espaço exterior; o Veículo Lançador de Satélites (VLS); a reconstrução da Torre Móvel de Integração e a complementação da infra-estrutura do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, para início da operação da empresa binacional Alcântara Cyclone Space.

Além destes, há ainda o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), para o qual um estudo sobre viabilidade de Parceria Público-Privada está em elaboração.

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