Brasília, 17 de novembro de 2018 - 05h54

Agência Espacial busca nova base para foguetes

03 de julho de 2009
por: InfoRel
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve receber na próxima semana, uma proposta da Agência Espacial Brasileira (AEB), para a criação de uma nova base de veà­culos lançadores de satélites, fora de Alcântara, no Maranhão.

O presidente da AEB, Carlos Ganem, afirmou que a agência busca alternativas que permitam o cumprimento das metas do Programa Espacial Brasileiro, atrasados por conta das demandas impostas por remanescentes dos quilombos.

De acordo com Ganem, não há razões para que o governo insista em Alcântara. Ele informou que em dois meses, o Conselho da AEB receberá um estudo sobre duas áreas viáveis. Uma delas deve substituir Alcântara.

Em audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, do Senado Federal, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que dos 15 centros de lançamentos espalhados pelo mundo, o de Alcântara é o melhor.

Criado em 1983, o Centro de Lançamentos de Alcântara tinha 62 mil hectares e atualmente, apenas 8,7 mil.

O ministério da Defesa tem uma proposta para que o CLA seja ampliado para 18 mil hectares. Atualmente, são três as bases de lançamento no centro.

Jobim acredita que se a proposta vingar, o CLA poderá ter até 15 bases e a Rússia poderá lançar de Alcântara uma vez que a economia chega aos 30%.

No final do ano passado, o governo concedeu a titularidade de 71, 8 mil hectares da área à s comunidades quilombolas.

Trata-se da mesma área que seria destinada para a implantação do Centro Espacial de Alcântara, e que serviria para a instalação de sà­tios de lançamento comercial, contemplados por um tratado firmado em 2003 entre Brasil e Ucrânia.

Em função da decisão favorável à s comunidades locais, a construção dos novos locais de lançamento foi suspensa, e o projeto deslocado para o Centro de Lançamento de Alcântara, uma área militar que serve de base para o Veà­culo Lançador de Satélites (VLS).

O VLS é o foguete brasileiro que deve ser testado em 2011, e tem o primeiro lançamento previsto para 2012.

Segundo Jobim, “esta é uma questão internacional e não podemos ser ingênuos. Há outros paà­ses interessados em não deixar que o Brasil seja incluà­do no fechado cà­rculo dos paà­ses lançadores de foguetes”, afirmou.

Ele exemplificou os ganhos obtidos pela Guiana Francesa com a base de Kourou: US$ 3 bilhões em investimentos, 35% do PIB da Guiana e US$ 600 milhões arrecadados com os lançamentos.

A Agência Espacial Brasileira informou que a área em estudo reúne as caracterà­sticas que mantém a competitividade de Alcântara em relação aos centros internacionais de lançamento: fica próxima da Linha do Equador, o que garante a economia de até 30% sobre o consumo de propelentes, e está localizada no litoral, condição de segurança para a atividade espacial.

“São áreas quase despovoadas, sem và­cios de origem ou de titularidade e que oferecem condições de infra-estrutura como estradas e aeroporto”, explicou Carlos Ganem.

A área que será apresentada ao persidente Lula tem cerca de 20 mil hectares e fica na costa Norte-Nordeste, entre o Amapá e o Rio Grande do Norte.

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