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Alemanha quer parceria com o Brasil para contornar

Alemanha quer parceria com o Brasil para contornar crise na Europa

Brasília – A Alemanha quer ampliar as parcerias com o Brasil para contornar a crise econômica que atinge a Europa. De acordo com o ministro das Relações Exteriores do país, Guido Westerwelle, “com 80 milhões de habitantes, a Alemanha é pequena e não tem nada de minérios. Nossos recursos naturais são o nosso saber e a nossa criatividade”.

Westerwelle também destacou o potencial da parceria Brasil – Alemanha no campo da infraestrutura e de energias renováveis. Na sua opinião, os países que se desenvolverem no setor de energias renováveis “estarão na ponta e serão as lideranças no mundo”.

O diplomata alemão também apontou a área de transportes como uma das mais promissoras nas relações com o Brasil.

“Na última visita que fiz ao Brasil, em conversa com o então presidente Lula, apresentei algumas propostas para o Trem de Alta Velocidade [TAV]. A oferta ainda está de pé. O que oferecemos é estrutura de ponta principalmente para a área ferroviária e de transportes aéreo. Temos infraestrutura excelente na Alemanha. Talvez uma das melhores do mundo”, argumentou.

Crise

Ele considera que a crise do endividamento virou crise de confiança, mas ressalta que a moeda comunitária é estável e com histórico de sucesso.

Para Guido Westeewelle, as taxas de câmbio e de inflação na Europa estão estáveis e o euro está em pé de igualdade com o dólar, a ponto de se tornar a segunda moeda de reserva.

“Sabemos, portanto, da grande responsabilidade que implica o papel de nossa moeda e, por isso, fomos obrigados a ajudar tanto os bancos”, explicou.

“Estamos cientes das preocupações acerca da dívida européia. O Brasil tem experiência própria com dívida e sabe bem disso. A crise da dívida é uma crise de liquidez que acabou se transformando em crise de confiança. Se houver maior liquidez no mercado, os problemas serão resolvidos”, disse o ministro ao reiterar que contribuições, como as feitas pela Alemanha, “evitarão repetir o agravamento da crise”.

As garantias financeiras, estimadas em mais de 200 bilhões de euros, terão boa parte financiada pela Alemanha (22 bilhões de euros).

O custo total da crise acrescentou Westerwelle, deverá beirar os US$ 1 trilhão, incluindo os valores destinados ao resgate de países vizinhos. 

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