Mundo

Energia
03/10/2015
Integração Regional
03/10/2015

Comércio Exterior

Aliança do Pacífico quer negócios com EUA, Canadá, Europa e Ásia

Brasília – A Aliança do Pacífico e o Mercosul têm dialogado e pretendem firmar acordos de cooperação que potencializem os dois blocos, mas para Chile, Colômbia, México e Peru, a prioridade é aumentar os negócios com os Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia. Para tanto, seus presidentes tiveram encontro reservado neste sábado, 27, em Nova Iorque, com executivos, empresários e investidores de algumas das corporações mais importantes do mundo.

Neste sentido, os presidentes Ollanta Humala, do Peru; Michele Bachelet, do Chile; Juan Manuel Santos, da Colômbia; e Enrique Peña Nieto, do México, apresentaram importantes avanços conquistados pela AP em matéria de investimentos, apoio aos setores empresariais, inovação, integração financeira e comércio internacional.

A Aliança do Pacífico aproveitou a presença dos mandatários e ministros na 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas, para consolidar o bloco como alternativa para investimentos e negócios.

Na segunda-feira, 28, os ministros de Comércio Exterior e Finanças da AP participaram de um evento especial na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Além disso, debateram na Conferência “Oportunidades de Investimento nos Países da Aliança do Pacífico”, evento que contou com painéis específicos sobre as facilidades de investimento criadas para aumentar os negócios com outros países e blocos.

Ainda no dia 28, os ministros de Relações Exteriores da AP, participaram da II Reunião Ministerial com seus homólogos da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), conformada por Malásia, Indonésia, Brunei, Vietnã, Camboja, Laos, Birmânia, Cingapura, Tailândia e Filipinas.

A AP foi criada em 28 de abril de 2011 e seus integrantes concentram 50% do comércio latino-americano. Em 2014, o bloco recebeu cerca de US$ 70 bilhões em investimentos diretos. Chile, Colômbia, Peru e México somam uma população de 216 milhões de habitantes e ostentam um PIB de US$ 2 bilhões, o que representa 37% do Produto Interno Bruto da América Latina e Caribe.

Acordo Transpacífico

Ao mesmo tempo, os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e do Chile, Michele, dialogaram sobre como fazer para que o acordo comercial transpacífico avance.

O acordo que poderá tornar-se o maior do mundo em termos comerciais, é integrado por Austrália, Canadá, Chile, Brunei, Estados Unidos, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã, países que representam cerca de 40% do PIB global. O acordo não inclui a China.

Obama e Bachelet decidiram que é preciso resolver as pendências existentes antes da cúpula de ministros de Relações Exteriores do acordo, que será realizada até o final do ano em Atlanta (EUA). Os dois países entendem que o momento exige sacrifícios uma vez que a crise econômica afeta todos os mercados.

Para o Chile, o Acordo Transpacífico é fundamental para alavancar o comércio exterior do país. No entanto, ele poderá comprometer seriamente outras negociações em curso como o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

Os europeus também negociam um tratado de livre comércio com os Estados Unidos e o TPP poderá forçá-los a acelerar as tratativas para abrir mais um mercado para o continente, o que poderá fazer com que o Mercosul perca importância comercial para a Europa.

Mercosul quer acordos com Efta, Canadá, Líbano e Tunísia

Enquanto isso, o ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior deu início à consulta pública ao setor privado sobre o interesse empresarial nos acordos de livre comércio entre o Mercosul e os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), Canadá, Líbano e Tunísia. Associações e entidades representativas poderão encaminhar contribuições e sugestões ao MDIC até 5 de novembro.

De acordo com o ministério, o objetivo da consulta é conhecer em detalhes o posicionamento do setor privado brasileiro a respeito de acordos comerciais com esses parceiros.

O resultado da consulta vai orientar a atuação do governo com vistas a ampliar os negócios com os países do Mercosul e as exportações brasileiras. Para o Brasil, a negociação de novos acordos é um dos pilares de acesso a mercados previsto no Plano Nacional de Exportações, lançado em junho deste ano.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *