Programa Nuclear
10/03/2006
Indústria de Defesa
10/03/2006

Programa Nuclear

Almirante defende inclusão da energia nuclear no planejamento energético

O almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, que por 15 anos presidiu a Coordenadoria de Projetos Especiais da Marinha [Copesp], afirmou na Federação das Indústrias de São Paulo [Fiesp], que o País pode apostar, sem medo, na energia nuclear como alternativa para diversificar a matriz energética brasileira.

Hoje presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva defendeu a inserção da energia nuclear no planejamento energético brasileiro junto aos diretores do Departamento de Infra-estrutura da entidade. O almirante administra as usinas de Angra.

Na sua opinião, há razões para temores relacionados a explosões e vazamentos de material radioativo, pois as tecnologias modernas são capazes de garantir a segurança total do sistema. Ele disse ainda que o preço compensa os investimentos.

“A experiência do país nos últimos anos mostra que não podemos depender só das hidrelétricas”, explicou. Atualmente, a energia nuclear participa com 2,5% da matriz energética brasileira.

”Considerando que a demanda é crescente, para que se mantenha nesse patamar, a produção terá que aumentar”, observou Pinheiro da Silva.

Diante desse quadro, ele não tem dúvidas sobre a liberação, por parte do governo, do projeto de construção de Angra 3. No entanto, o almirante preferiu não fazer projeções, mas acredita que a decisão é apenas uma questão de tempo.

Othon Luiz Pinheiro da Silva disse em maio de 1999, que o Brasil dominou a tecnologia de enriquecimento do urânio no início dos anos 1980, através de uma operação de espionagem.

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