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Alunos carentes poderão estudar na Espanha

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Nesta terça-feira, o ministério da Educação firmou acordo com a Universidade de Salamanca que dará aos primeiros colocados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano, bolsas de estudo em dez áreas específicas, na Espanha.

No total, serão oferecidas dez bolsas por ano, durante quatro anos.

O intercâmbio, nesta primeira versão do chamado Prouni Internacional, será nas seguintes áreas: biologia, biotecnologia, estatística, farmácia, física, informação e documentação, engenharia de materiais, engenharia de edificações, matemática e sociologia.

O MEC explicou que para cada área será escolhido um aluno de baixa renda que atenda aos critérios do Prouni e tenha ficado em primeiro lugar no Enem dentro desse universo.

Caberá ao ministério entrar em contato com o estudante e oferecer a bolsa. Caso ele não queira, será chamado o segundo melhor classificado e assim por diante.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, explicou que esse método de seleção será utilizado apenas este ano, já que a parceria com a Universidade de Salamanca prevê o ingresso dos estudantes em setembro.

Nos próximos anos, as bolsas estarão disponíveis no Sistema de Seleção Unificado (Sisu).

Os alunos embarcarão para a Espanha ainda no primeiro semestre.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) pagará a passagem e uma bolsa de estudos de língua espanhola em um curso preparatório para a prova de proficiência, que será aplicada em junho.

Se forem aprovados nesse teste e no exame de proficiência referentes às matérias do ensino médio, também aplicado na Espanha, os estudantes iniciarão os cursos de graduação em Salamanca em setembro.

Para que tenham condições de subsistir no país, os alunos receberão uma bolsa permanência paga pelo banco Santander, de até 11,8 mil euros por ano – o que equivale a cerca de R$ 30 mil – para custear hospedagem, alimentação e um deslocamento anual da Espanha para o Brasil.

O reitor da Universidade de Salamanca, Daniel Hernández Ruiperez, afirmou que a parceria vai colaborar para que jovens brasileiros de classes sociais menos favorecidas tenham a oportunidade de desenvolver seu potencial.

O Brasil também oferecerá bolsas de estudo em universidades brasileiras para alunos espanhóis.

“O intercâmbio é bom e justo para os dois lados e tem um impacto cultural positivo para os dois países”, disse Haddad.

Segundo ele, se o programa tiver êxito, servirá de espelho para outras parcerias, com universidades de diversos países.

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