Brasília, 18 de dezembro de 2018 - 18h24

Terrorismo

21 de julho de 2011
por: InfoRel
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O ex-presidente colombiano Álvaro Uribe pediu perdão ao Equador pelo ataque que ordenou em 2008 a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no país vizinho.



A operação culminou com a morte de vários guerrilheiros, entre eles, Raúl Reyes, então número dois da organização.



De acordo com Uribe, prevaleceu a sua obrigação em proteger o povo colombiano do terrorismo das Farc.



O ex-presidente participou da Conferência Regional de Segurança e Defesa que se realiza na capital chilena. O evento é promovido pelo Centro Hemisférico de Estudos de Defesa (CHDS), dos Estados Unidos, e pela Academia Nacional de Estudos Políticos e Estratégicos (ANEPE), do Chile.



Segundo ele, “o bombardeio se deu por uma necessidade e para preservar a população civil. As Farc no lado equatoriano estavam assassinando os que erradicavam as drogas do lado colombiano. A morte de Reyes permitiu iniciar o processo de resgate de reféns como Ingrid Betancourt”.



Uribe também explicou que foram as Farc que iniciaram o processo de deslocamento forçado de colombianos em direção ao Equador e Panamá.



“As guerrilhas surgiram para combater as ditaduras, mas na Colômbia não houve ditadura depois de 1957 quando nascem as Farc. O fato é que Colômbia e Bolívia foram eleitas para replicar a revolução cubana de Castro”, afirmou.



Diplomacia



Eleito para dois mandatos, Álvaro Uribe deixou o poder com mais de 75% de aprovação popular, fez sucessor seu ex-ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, e se converteu no principal inimigo dos governos bolivarianos na região.



Ao transmitir o cargo para Santos, a Colômbia tinha rompidas as relações políticas e diplomáticas com Equador e Venezuela.



Uma de suas principais metas era justamente quebrar a espinha dorsal da guerrilha. Em seus oito anos, as Farc sofreram as piores baixas em quase 40 anos de existência.



No entanto, Álvaro Uribe observou que parte do êxito do ativismo diplomático da guerrilha se deveu à permissividade internacional.



“Não são insurgentes, são terroristas. Quando assumi, as embaixadas da Colômbia na Europa estavam acuadas e enfrentavam manifestações diárias de gente simpática às Farc. Para responder à responsabilidade de proteger os cidadãos colombianos, tive de combater o terrorismo em outros países”, destacou.



Drogas



O ex-presidente colombiano, na contramão do brasileiro Fernando Henrique Cardoso, se disse absolutamente contra a legalização das drogas.



Na sua avaliação, legalizar o uso de drogas é um erro com graves impactos domésticos.



“Em Portugal, os viciados não vão à prisão, mas se não aceitam submeter-se a um tratamento, pagam multa, são punidos administrativamente, perdem a licença de dirigir, por exemplo”, explicou.



Para Álvaro Uribe, é preciso atacar a distribuição da droga. “Caso contrário, estaremos criando um marco de impunidade para o traficante. O distribuidor de qualquer quantidade de drogas deve ir à prisão”, defendeu.

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