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Unasul

América do Sul gastou US$ 34 bilhões em compras militares no ano passado

Os ministros da Defesa e das Relações Exteriores dos países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), se reúnem nesta terça e quarta-feiras, em Quito, no Equador, para discutir os processos de compras militares realizados pelos países da região.

De acordo com o Instituto de Estudos para a Paz, de Estocolmo, os países sul-americanos gastaram US$ 34,1 bilhões em material de Defesa no ano passado, 50% a mais que o valor gasto em uma década.

O Brasil foi o país que mais gastou, US$ 14,4 bilhões. A Colômbia que será questionada por seu acordo militar com os Estados Unidos, ficou em segundo lugar com US$ 6,5 bilhões, seguido pelo Chile com US$ 4,7 bilhões.

O Paraguai foi o país que menos gastou. Em 2008, investiu apenas US$ 78,1 milhões, seguido por Bolívia e Uruguai.

Os países da Unasul tentaram firmar um acordo que fortaleça a confiança regional em relação aos projetos militares nacionais.

Na pauta também está a implementação de medidas de transparência para as aquisições militares.

Nesta segunda-feira, os delegados dos países da Unasul analisaram a proposta equatoriana que defenda a criação de medidas de confiança, mecanismos para verificação do cumprimento através de comissões integradas por representantes de cada país e a divulgação dos acordos de cooperação bilateral em matéria de Defesa e Segurança.

Para o governo de Rafael Correa, é preciso que se estabeleça um código de conduta que sirva de guia para toda a região. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exige que os países assumam o compromisso de não atacar forças irregulares em territórios vizinhos.

O ex-ministro de Governo, do Equador, Mauricio Gándara, defendeu a criação de uma espécie de Tratado Interamericano de Assitência Recíproca (TIAR), que os Estados Unidos têm com o continente americano.

Segundo ele, esse novo TIAR seria firmado exclusivamente pelos países sul-americanos.

Conselho Sul-Americano de Defesa

O ministro da Defesa do Equador, Javier Ponce, explicou que a proposta brasileira para o Conselho Sul-Americano de Defesa, previa a cooperação quanto à modernização das Forças Armadas,  o desenvolvimento da indústria bélica e da carreira militar, mas que se tornou um espaço político de alto nível que pode até mesmo intervir nas estratégias militares dos seus integrantes.

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