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31/08/2016
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31/08/2016

Direitos Humanos

América Latina espera resposta dos EUA sobre política migratória

Brasília – Os chanceleres da Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá e Peru, firmaram uma carta ao Secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, cobrando respostas sobre a política migratória daquele país.

De acordo com a chanceler panamenha, Isabel de Saint Malo, a região aguarda que Washington responda à proposta de realizar uma reunião para examinar a sua política que promove a imigração ilegal de cubanos para os Estados Unidos.

Os nove países estão preocupados com o impacto da Lei de Ajuste Cubano, que desde 1966 privilegia com permissões de residência e trabalho os cubanos que chegam aos Estados Unidos. “Vamos esperar uma resposta para então buscarmos uma saída conjunta para uma realidade que está afetando a região e que tem a ver com os direitos humanos”, explicou a ministra.

Para estes países, as políticas de Washington estimulam o fluxo desordenado, irregular e inseguro de cubanos que, arriscando suas vidas, transitam do Peru ao México para chegar a um ponto fronteiriço norte-americano.

No documento encaminhado a John Kerry, os ministros de Relações Exteriores destacam que “estas pessoas, em extrema vulnerabilidade, são vítimas de máfias dedicadas ao tráfico de migrantes, da exploração sexual, e assaltos coletivos. Esta situação gerou uma crise que afeta os nossos países”.

A normalização das relações diplomáticas entre Washington e Havana tem provocado um aumento no fluxo de saída de cubanos que temem que a Lei de Ajuste seja revogada.

Isabel de Saint Malo reconheceu ainda que a situação é complexa porque há elementos de segurança dos países e os direitos humanos dos próprios migrantes cubanos. Nos oito meses de 2016, apenas o Panamá recebeu nove mil migrantes irregulares, a maioria haitianos e cubanos.

Já a Nicarágua proibiu que estas pessoas cruzem o seu território criando uma crise com a Costa Rica onde os migrantes estão “encalhados” até que sejam autorizados a seguir viagem.

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