Brasília, 13 de dezembro de 2018 - 21h53

Cúpula das Américas

11 de abril de 2015
por: InfoRel
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Marcelo Rech, especial da Cidade do Panamá



Na primeira sessão plenária da VII Cúpula das Américas, os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner; da Bolívia, Evo Morales; de Cuba, Raúl Castro; do Equador, Rafael Corre, e da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmaram diante do presidente Barack Obama, que a América Latina não representa ameaça à Segurança Nacional dos Estados Unidos. Morales e Kirchner disseram ainda que é “ridícula” e “risível” a decisão norte-americana de considerar a Venezuela uma ameaça à maior potência econômica e militar do planeta.



A primeira etapa das reuniões entre os presidentes foi marcada por ataques aos Estados Unidos e à sua política para a América Latina. O presidente Barack Obama foi poupado em grande parte dos discursos.



Nesta sexta-feira, 10, o líder norte-americano reconheceu que a Venezuela não representa ameaça alguma para o seu país, mas Roberta Jacobson, principal diplomata para as relações com o Hemisfério, do Departamento de Estado, deixou claro que a ordem executiva que sanciona sete funcionários venezuelanos, não será derrubada.



Em seu discurso, Nicolás Maduro afirmou que respeita o presidente Obama, “mas não confio nele”. De acordo com o líder bolivariano, a decisão norte-americana é contra o seu país e afeta toda a região.



O presidente da Venezuela garantiu ter um abaixo-assinado com mais de onze milhões de assinaturas pedindo a anulação da ordem executiva firmada por Obama. Além disso, revelou que a Unasul e a CELAC também pressionam nesta direção.



“É um decreto irracional, desproporcional. Nao somos anti-americanos, somos antiimperialistas. A luta contra a corrupção é da Venezuela; os problemas que temos os venezuelanos, resolvemos nós”, destacou.



Para a argentina Cristina Kirchner, a decisão norte-americana coincide com as medidas adotadas por Londres de reforçar militarmente às Ilhas Malvinas. Segundo ela, “resulta ridículo considerar-nos a qualquer um de nós una ameaça".



A presidente Dilma Rousseff também subiu o tom em relação as tensões entre Washington e Caracas. Em seu discurso, afirmou que “o bom momento das relações hemisféricas já não admite medidas unilaterais e políticas de isolamento em geral, e sempre, contraproducentes e ineficazes. Por isso, rechaçamos a adoção de sanções contra a Venezuela. O atual quadro nesse país irmão pede moderação, pede aproximação de posições de todas as partes”, disse.



Ainda segundo ela, “é com esse propósito que a Unasul trabalha para acompanhar e apoiar o diálogo político entre o governo e a oposição na Venezuela, buscando contribuir para o pleno respeito, por todos, ao Estado democrático de direito, ao direito de defesa e à Constituição do país”.


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