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Política Externa

América Latina `original´ é prioridade para o Irã

A América Latina se mantém no radar iraniano como prioridade da sua política externa, afirmou nesta segunda-feira ao InfoRel, o embaixador Kambiz Jalali, Diretor-Geral de América Latina, do ministério das Relações Exteriores do Irã.

Jalali explicou que a recente viagem do presidente Mahmoud Ahmadinejad à região, em janeiro, foi coroada de êxitos com os acordos econômicos firmados e o fortalecimento do diálogo político sobre os temas globais.

Ele destacou a posição regional contra as sanções econômicas aplicadas ao país e afirmou que as relações comerciais entre o Irã e os países da América Latina vivem seu melhor momento.

“A região entende que as sanções unilaterais não produzem resultados e são contra a população”, explicou. De acordo com Jalali, “é nosso direito enriquecer urânio para fins pacíficos”.

Kambiz Jalali aposta na cooperação técnica e científica, áreas em que o Irã é muito desenvolvido, para incrementar as relações entre o seu país e a América Latina. Ele prevê um maior intercâmbio entre os institutos de pesquisa iraniano e latino-americanos.

Em 2011, o Irã importou US$ 2,2 bilhões do Brasil e US$ 1,5 bilhão da Argentina, os principais parceiros comerciais na região.

O país mantém onze embaixadas residentes na América Latina, incluindo Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, México, Paraguai e Venezuela. Desses, Colômbia e Chile não têm embaixadas no Irã.

Brasil

Ele elogiou a postura solidária do Brasil em relação aos seus vizinhos e no apoio aos países menos industrializados da região. Em relação ao MERCOSUL, afirmou que o bloco está avançando e que sua imagem no Irã é muito positiva, principalmente pelo interesse de outros países em integrá-lo.

O embaixador Jalali também descartou que as relações bilaterais estejam enfrentando problemas. Segundo ele, a designação de Ali Ghanezadeh como embaixador do Irã em Brasília, é uma demonstração do interesse que o país mantém no Brasil.

Ghanezadeh é um dos principais diplomatas iranianos. Ele foi embaixador na África do Sul e Nigéria e chefiava o Departamento de Ásia, do ministério das Relações Exteriores.

CELAC

O chefe da diplomacia iraniana para a América Latina enfatizou ainda a importância da criação, em 2011, da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), como mecanismo de cooperação e integração.

“Esse espírito de independência e dignidade dos países latino-americanos, vale muito. A América Latina tem uma história de lutas e libertação de impérios e isso é muito importante para nós”, assinalou.

No futuro, Kambiz Jalali não descarta ver o Irã como país observador na CELAC. Na sua avaliação, a integração de Cuba ao mecanismo é louvável. “A CELAC vai estreitar ainda mais as relações entre os países originais da região”, afirmou.

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