Brasília, 12 de dezembro de 2018 - 15h54

América Latina reclama reforma do Conselho de Segu

12 de novembro de 2011
por: InfoRel
Compartilhar notícia:

Nova York - Os representantes dos países latino-americanos voltaram a reclamar reformas que tornem o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) um colegiado mais próximo da nova ordem mundial. Na última quarta-feira, 10, a Assembléia-Geral da ONU realizou o debate "Questão de representação equitativa no Conselho de Segurança e o aumento do número de seus membros".



Esta foi a segunda jornada de debates acerca da reforma do CSNU que se arrasta há 18 anos. Os países latino-americanos e caribenhos defendem a ampliação do Conselho com a incorporação de países da África, Ásia e América Latina. O Brasil é o principal interessado numa cadeira de membro permanente.



Além do aumento no número de membros no Conselho de Segurança, a América Latina também defende o fim do direito de veto concedido aos Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, para que prevaleça o princípio de igualdade soberana dos Estados.



Para Cuba, os membros do Conselho de Segurança devem passar de 15 para 26, entre permanentes e não permanentes para que haja uma melhor representação dos países em desenvolvimento.



O Brasil entende que as reformas são fundamentais para tornar o CSNU mais representativo, legítimo, eficiente e efetivo. Já a República Dominicana quer um mecanismo com mais autoridade, unido e com credibilidade.



Uruguai



Representantes de mais de 30 países participaram entre os dias 8 e 10 de novembro, no Uruguai, da IV Conferência Intergovernamental para a Reforma das Nações Unidas. Na oportunidade, foram discutidas as propostas incluídas no programa piloto denominado "Unidos na Ação".



O Uruguai integra um grupo de oito países- Albânia, Cabo Verde, Moçambique, Paquistão, Ruanda, Tanzânia e Vietnã - que coordenam essa iniciativa desde 2007.



O objetivo é fazer com que todo o sistema ONU funcione melhor, com mais integração entre suas agências, comissões, fundos e programas.



Conflitos



O Brasil cobrou do Conselho de Segurança um novo conceito de "responsabilidade para a proteção de civis" residentes em países conflagrados. Para a OTAN, as ocupações militares são justificadas e a morte de civis, um efeito colateral.



Na avaliação da diplomacia brasileira, a Aliança Atlântica usou os civis líbios como argumento para atacar o regime de Muammar Kadafi, principalmente com ataques aéreos.



O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, destacou que antes de se lançar uma ofensiva militar, a comunidade tem a obrigação de avaliar todas as conseqüências. Além de vítimas civis, essas operações alimentam a violência e a instabilidade política.



Por isso, Patriota propôs a adoção de um conceito adicional sobre a proteção de civis, enfatizando a diplomacia preventiva como forma de reduzir o risco de conflitos armados.



 

Assuntos estratégicos

Senado paraguaio posterga para 2019 análise de leis contra o crime organizado

Senado paraguaio posterga para 2019 análise de leis contra o crime organizado

O Senado do Paraguai postergou para março de 2019 a análise de três projetos de...
Paraná inaugura Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública

Paraná inaugura Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública

Na última terça-feira, 4, a governadora do Paraná, Cida Borghetti, e o ministro...
Brasil defende aprovação de lei que congela bens de terroristas

Brasil defende aprovação de lei que congela bens de terroristas

Brasília – O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, defendeu nesta...
Paraguai intensifica combate a grupos criminosos do Brasil

Paraguai intensifica combate a grupos criminosos do Brasil

Brasília - O governo do Paraguai intensificou o combate das ramificações das...
Radares aéreos são instalados para combater tráfico de droga e armas

Radares aéreos são instalados para combater tráfico de droga e armas

Brasília - O Brasil vai instalar três radares aéreos para o controle de voos de...
Governo brasileiro oficializa extinção da binacional espacial criada com Ucrânia

Governo brasileiro oficializa extinção da binacional espacial criada com Ucrânia

Brasília - O governo brasileiro encaminhou ao Congresso Nacional a Medida Provisória...
ABIN defende constitucionalização da Inteligência e alerta para ameaças

ABIN defende constitucionalização da Inteligência e alerta para ameaças

Brasília – O Diretor-Geral da Agência Brasileira de Inteligência,...
Especialistas apoiam adesão do Brasil à Convenção Internacional contra o Terrorismo Nuclear

Especialistas apoiam adesão do Brasil à Convenção Internacional contra o Terrorismo Nuclear

Brasília – Com cerca de 30 instalações nucleares e 3.000 fontes de...
Brasil firma acordo para facilitar exportação de alimentos para a China

Brasil firma acordo para facilitar exportação de alimentos para a China

Brasília - A Agência Brasileira de Promoção de Exportações...
Câmara de Comércio Árabe Brasileira quer trabalhar com governo do Brasil

Câmara de Comércio Árabe Brasileira quer trabalhar com governo do Brasil

Brasília – Apesar do anúncio feito pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, de...