Relações Exteriores

Defesa e Soberania
27/06/2005
América do Sul
27/06/2005

Colômbia

Amorim assina acordos e promete visita de Lula

O chanceler Celso Amorim concluiu nesta segunda-feira, visita de dois dias á Colômbia em substituição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ficou retido em Brasília por conta da crise política que atinge o governo. Ele também faria viagem à Venezuela onde encontraria com os presidentes Hugo Chávez e Nestor Kirchner.

Nesta segunda-feira, Celso Amorim participou da abertura do II Encontro Empresarial Brasil – Colômbia, realizado em Bogotá. O evento reuniu cerca de 80 empresários brasileiros interessados no incremento do comércio e dos investimentos bilaterais, que movimentou US$ 1,2 bilhão no ano passado.

Após a abertura do evento, Celso Amorim teve reuniões com o presidente Álvaro Uribe e a chanceler Carolina Barco, quando foram assinados vários acordos de cooperação, inclusive entre as academias diplomáticas e para o ensino da Língua Portuguesa na cidade de Letícia, que faz fronteira com Tabatinga [AM].

O chanceler brasileiro disse ainda que o governo do presidente Lula está disposto a participar de qualquer processo de mediação do conflito colombiano. Basta que o presidente Uribe sinalize esse interesse e diga de que forma o Brasil pode ajudar.

“Não queremos nos intrometer evidentemente. No passado, num momento, que parecia existir algum tipo de negociação entre as Farcs com governo colombiano, oferecemos o território brasileiro como território neutro”, afirmou.

Durante o Encontro Empresarial, o ministro das Relações Exteriores exortou os empresários dos dois países a apostarem nos investimentos recíprocos como forma de estimular o comércio sul-americano.

Para Celso Amorim, a Colômbia é um país-chave para a integração da sul-americana. Segundo ele, “a comunidade sul-americana não seria uma realidade, se a Colômbia não tivesse embarcado nesse acordo com o Mercosul na área comercial. A Colômbia tem potencial, na área de petroquímica, lubrificantes, produtos ligados ao carvão. O nosso objetivo é exportar mais. Mas também queremos co-produzir com eles outras coisas, como o etanol, e ao mesmo tempo importar para que o comércio possa ter um equilíbrio razoável”.

Celso Amorim ainda tentou desfazer o mal estar provocado pelo cancelamento da viagem do presidente Lula, em cima da hora. Ele disse que o presidente poderá realizar a viagem no final de julho ou em agosto.

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