Brasília, 13 de dezembro de 2018 - 19h41

Forças Armadas

26 de abril de 2012
por: InfoRel
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Brasília - O ministro da Defesa, Celso Amorim, defendeu em audiência pública realizada nesta quinta-feira, 26, pela Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, o aumento dos investimentos em Defesa compatível ao peso do país no cenário internacional.



Segundo ele, "o Brasil prova ao mundo que é possível crescer com democracia, estabilidade e distribuição de renda e isso projeta de forma muito forte a imagem do país no mundo".



Para o ministro, é preciso que os gastos em Defesa do Brasil sejam equivalentes à média dos países que deram origem aos Brics - Rússia, Índia e China.



Enquanto esses países investem em média 2,5% do PIB em Defesa, o Brasil gasta 1,5% do seu Produto Interno Bruto em suas Forças Armadas. Pelo menos 75% desses recursos são destinados ao pagamento de pessoal. Sobra pouco para investimentos.



"Se queremos falar como um dos BRICs, nosso orçamento de Defesa vai ter que chegar à média dos orçamentos deles. E esta não é só uma questão de governo, mas da sociedade, que tem que entender que esses investimentos são importantes", explicou o ministro.



Celso Amorim também lembrou que os Estados Unidos, hoje, entendem que as Forças Armadas dos países emergentes precisam equipar-se e modernizar-se para fazer frente às novas ameaças.



Há cerca de 18 anos, a visão era outra. Washington vendia à região, a idéia de que os Estados Unidos cuidariam da segurança de todos e que os países deveriam ter Forças Armadas reduzidas e dedicadas aos problemas de segurança pública.



Conselho de Defesa Sul-Americano



O ministro da Defesa destacou a prioridade brasileira para a integração regional em Defesa por meio do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS), mecanismo vinculado à União das Nações Sul-Americanas (UNASUL).



Ele afirmou que o Brasil trabalha para consolidar a região como zona de segurança e paz por meio da cooperação.



"Fortalecer essa tendência na América do Sul contribui para o fomento da confiança consolidando a América do Sul como zona de paz", afirmou.



Em 8 meses, Celso Amorim já se encontrou com todos os ministros da Defesa da região com exceção do seu colega equatoriano com quem se encontra na próxima semana.



Também o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, general De Nardi, tem ido aos países vizinhos para comunicar as operações realizadas no Brasil. Tudo para evitar interpretações equivocadas acerca das intenções do país. Problemas em sua vizinhança contaminam a projeção do Brasil no mundo.



Ele destacou o aprofundamento das relações com a Argentina que pretende adquirir o blindado Guarani, com a Colômbia que participa do projeto KC-390 da Embraer e deve vender quatro lanchas blindadas para a Marinha e o Exército, e a transferência de tecnologia do submarino convencional ao Peru.



A África Ocidental é outra prioridade para o Brasil e, neste sentido, há preocupação com o golpe de Estado na Guiné-Bissau, distante 3,2 mil quilômetros da costa brasileira.



De acordo com o ministro, grande parte do petróleo brasileiro vem do Golfo da Guiné e o Brasil não pode permitir que aquele país se torne um Estado falido. A situação no Mali também preocupa.



Projetos



Celso Amorim informou que o satélite geoestacionário brasileiro que será usado pelas Forças Armadas deve ser lançado em 2014. Além disso, a construção de Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants) também é prioritária.



Durante o encontro, o ministro foi cobrado para fortalecer a presença das Forças Armadas na Amazônia com o aumento no número de bases militares e pelotões de fronteira na região.



Celso Amorim disse ainda que a compra dos caças para a Força Aérea Brasileira "é um assunto que precisa ser resolvido", mas evitou falar sobre quando a presidente Dilma Rousseff tomará uma decisão.



"A valorização das Forças Armadas pela sociedade precisa ser refletida nas condições de trabalho dos militares, com equipamentos e remuneração adequada. A presidente tem sido sensível para esse tema. É uma das minhas prioridades: bom equipamento e boas condições de trabalho", concluiu.

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