América do Sul
31/03/2006
Diversidade Biológica
31/03/2006

Cooperação Trilateral

Amorim destaca Diálogo Índia, Brasil e África do Sul

Criado em junho de 2003, o Fórum de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul [IBAS], pretende aproximar três grandes democracias do Hemisfério Sul, em torno da concertação político-diplomática sobre os principais temas da agenda internacional, como o fortalecimento do multilateralismo, a promoção da paz e da segurança, o desenvolvimento sustentável e o combate à fome e à pobreza.

Para discutir os avanços obtidos até o momento, ministros dos três países estiveram reunidos por dois dias no Rio de Janeiro. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, explicou que “o melhor exemplo da importância da coordenação no âmbito do IBAS foi a criação do G-20 na OMC. O G-20 provavelmente não teria sido possível se não existisse o clima de confiança política entre o Brasil, a Índia e a África do Sul”.

O Itamaraty explicou ainda que o IBAS tem contribuído para o desenvolvimento da cooperação em áreas prioritárias como o comércio e investimentos, ciência e tecnologia, energia, transportes e sociedade da informação.

Além disso, o Fórum possui uma vertente econômico-comercial, voltada para a
promoção das negociações de liberalização comercial envolvendo os países do
IBAS [Mercosul-SACU, SACU-Índia e Índia-Mercosul] e também para o estímulo à maior interação entre os empresários dos três países.

Paralelamente ao encontro, empresários e operadores de comércio
e investimentos de associações, federações e empresas indianas, brasileiras
e sul-africanas, também discutiram as oportunidades de negócios no âmbito do IBAS, como o desenvolvimento do intercâmbio trilateral.

“O IBAS foi marcado, desde a sua origem, pelo signo do pragmatismo. Mesmo a concertação político-diplomática sobre os mais diferentes temas – sejam
eles a Rodada de Doha, a promoção da paz e da segurança ou o combate à fome e à pobreza – é voltada para a obtenção de avanços concretos”, explicou Amorim.

Ele destacou ainda que os três países possuem interesses comuns na democratização das relações internacionais e, em particular, na reforma do Conselho de Segurança da ONU.

“Defendemos que o órgão decisório máximo das Nações Unidas reflita as mudanças ocorridas nos últimos 60 anos. A presença de grandes países em desenvolvimento como membros permanentes do Conselho corrigirá o déficit de representatividade e dotará o órgão de uma nova perspectiva, que melhor reflita os pontos de vista da vasta maioria dos países membros”, concluiu o chanceler brasileiro.

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