Brasília, 22 de fevereiro de 2019 - 04h24
Antiglobalista Ernesto Araújo será o ministro das Relações Exteriores

Antiglobalista Ernesto Araújo será o ministro das Relações Exteriores

14 de novembro de 2018
por: Marcelo Rech
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Brasília – O presidente eleito Jair Bolsonaro, confirmou nesta quarta-feira, 14, o nome do diplomata Ernesto Fraga Araújo, que responde desde 2016, pelo Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. O anúncio ocorre pouco tempo depois de Brasil e Cuba praticamente romperem por meio do Programa Mais Médicos.

Mais cedo, Bolsonaro havia dito em sua conta no Twitter, que Cuba não aceitou as condições impostas por ela para que o programa continuasse. No entanto, o presidente eleito afirmou que a decisão de romper o acordo foi unilateral e partiu de Havana. O futuro chanceler estaria alinhado com o presidente e especula-se inclusive sobre o fechamento da Embaixada do Brasil em Cuba.

Ernesto Fraga Araújo tem 51 anos e 29 de serviços prestados ao ministério das Relações Exteriores. Para o presidente eleito, “trata-se de um jovem bastante experiente”. Bolsonaro revelou ainda que a escolha foi precedida de várias conversas longas onde as ideias foram alinhadas. “Queremos o ministério das Relações Exteriores brilhando”, disse ao falar com a imprensa na companhia do futuro chanceler.

O futuro ministro não esconde, assim como Bolsonaro, sua admiração pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que pode ser um indício de que a política externa, a partir de 2019, terá um rumo bastante diferente dos últimos anos. Jair Bolsonaro acredita que os governos do PT serviram, entre outras coisas, para desidratar o Itamaraty que ele quer agora fortalecer. Além disso, o Brasil teria feito escolhas ideológicas em suas decisões de política externa.

Em sua primeira declaração após o anúncio, Ernesto Fraga Araújo, assegurou que o seu foco à frente do Itamaraty será a defesa do interesse nacional. Segundo ele, “antes de tudo, garantir que esse momento extraordinário que o país está vivendo com a eleição do presidente Bolsonaro se traduza dentro do Itamaraty”.

Ele também garantiu que o MERCOSUL não ficará em segundo plano e que não tem preferências quanto aos parceiros que o Brasil deverá priorizar em suas relações futuras.