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Apex-Brasil e Atlantic Council lançam relatório sobre relações Brasil-EUA

Apex-Brasil e Atlantic Council lançam relatório sobre relações Brasil-EUA

10 de março de 2020 - 08:00
por: Marcelo Rech
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Brasília – Na quinta-feira, 5, a Apex-Brasil e o Atlantic Council lançaram em Washington, o relatório US-Brazil Trade and FDI: Enhancing the Bilateral Economic Relationship, resultado da parceria entre a agência, a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos e o think tank norte-americano. O estudo apresenta um diagnóstico da relação econômica bilateral, além de realizar importantes reflexões sobre os caminhos para o aprofundamento dos laços comerciais e de investimento entre os dois países.

O estudo foi realizado pelos norte-americanos Ken Hyatt e Lisa Schineller, em conjunto com os brasileiros Abrão Neto e Daniel Godinho. O evento de lançamento contou com a participação dos autores, autoridades, empresários e formadores de opinião norte-americanos, além do presidente da Apex-Brasil, Sergio Segovia, do Embaixador do Brasil em Washington, Nestor Forster e do Secretário de Negociações Bilaterais e Regionais nas Américas, do Itamaraty, Embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, do deputado republicano por Illinois, Darin Lahood e do Subsecretário de Comércio dos Estados Unidos, Joe Semsar.

O relatório, divido em três partes, apresenta os horizontes econômicos brasileiro e norte americano no curto, médio e longo prazos. Uma colaboração mais dinâmica entre os dois importantes parceiros permitiria, por exemplo, aprofundar suas relações bilaterais de novas maneiras, estabelecendo uma maior integração econômica entre as duas maiores economias das Américas.

A reaproximação dos dois países, de acordo com os autores, poderia permitir a consolidação de objetivos de longo prazo – incluindo a coordenação de esforços para a adesão do Brasil à OCDE, a assinatura de um acordo de investimento bilateral, a conclusão de um acordo para evitar a dupla tributação, e por fim, a negociação de um acordo amplo de livre comércio. Tais fatores revelam o potencial de geração de benefícios econômicos mútuos, evidenciando a construção sólida da política externa entre os países em quase dois séculos de relação.