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18/01/2017
Política
19/01/2017

Integração Energética

Apresentada licitação para o projeto hidroelétrico binacional do Rio Madeira

Brasília – O ministro de Hidrocarbonetos e Energia da Bolívia, Luis Alberto Sánchez, anunciou nesta quarta-feira, 18, que a Corporação Andina de Fomento (CAF), juntamente com a Empresa Nacional de Eletricidade da Bolívia (ENDE) e a Eletrobras apresentaram a licitação para o “Estudo de Identificação da Bacia do Rio Madeira e seus afluentes localizados em território boliviano e brasileiro”.

“Estamos contentes porque avança o processo de integração energética com o Brasil, o que ratifica o interesse de compra da energia elétrica boliviana”, afirmou Sánchez.

Os Termos de Referência foram elaborados pelos técnicos da Eletrobras e da ENDE no marco da Comissão Técnica Binacional conformada por ambos os países com o objetivo de implementar a Integração Energética que beneficie aos dois países.

O ministro assinalou que “este estudo conta com a Cooperação Técnica Não Reembolsável de US$ 600 milhões por parte da CAF e o restante dos custos deste projeto será pago pela ENDE e pela Eletrobras em partes iguais. Prevemos inicialmente que o Projeto Hidroelétrico do Rio Madeira terá aproximadamente 3 mil MW dos quais 50% corresponde à  Bolívia e os outros 50% ao Brasil”.

O processo de licitação está sob responsabilidade da CAF com a participação de técnicos bolivianos e brasileiros que supervisionam o estudo. O tempo estimado para a execução é de 18 meses. Uma vez concluído, ficou acordado com a parte brasileira continuar com o estudo e o desenho final para a elaboração detalhada dos acordos entre Brasil e Bolívia.

“Vamos avançando na revolução energética iniciada pelo presidente Morales e o setor elétrico se convertirá em um pilar da economia boliviana, como é agora o setor hidrocarborífico”, explicou o ministro.

Regiões hidrocarboríficas da Bolívia perderam ingressos

Os ingressos por regalias e o IFH baixaram em 32% nas regiões hidrocarboríficas da Bolívia devido à redução das exportações para o Brasil, o que afetará a execução de projetos de desenvolvimento naquele país. Os governos dos departamentos de Santa Cruz, Tarija e La Paz, querem que o ministro de Hidrocarbonetos e Energia, Luis Alberto Sánchez, explique o destino dos excedentes na produção de gás que chegaria aos 20 milhões de metros cúbicos diários.

Em valores absolutos, a perda em nível nacional seria de quase US$ 25 milhões. Frente a esse panorama, o Secretário de Energia, Minas e Hidrocarbonetos de Santa Cruz, Herland Soliz, confirmou que vários projetos de desenvolvimento deixarão de ser implementados no país.

Representantes dos três departamentos cobram ainda que Sánchez apresente os cenários prospectivos para os próximos meses. Os departamentos de Beni e Pando também estão perdendo recursos, mesmo não sendo produtores, pois recebem ingressos por compensação.

Solíz revelou que cerca de 370 instituições territoriais autônomas serão diretamente prejudicadas com a redução do volume de venda de gás natural ao Brasil. Segundo ele, as reduções chegam a 29 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

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