Brasília, 18 de novembro de 2018 - 11h25

Força Aérea Brasileira

05 de abril de 2005
por: InfoRel
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A Comissão de Assuntos Econômicos aprovou nesta terça-feira, parecer do senador Romeu Tuma [PFL-SP], à  mensagem do Poder Executivo que autoriza a União a contratar empréstimo internacional no valor de US$ 698,7 milhões destinados à  compra de oito aviões P-3 Orion, dos Estados Unidos, e 12 aviões de transporte C-295, da empresa européia EADS/CASA.

A EADS/CASA também será a responsável pela revitalização dos P-3. O lote de oito aviões está guardado num deserto norte-americano. Segundo a Aeronáutica, a modernização dos aviões de patrulha marà­tima e transporte, irão permitir que o paà­s retome sua capacidade de vigilância dos seis mil quilômetros de costa.

Os 12 aviões C-295, irão substituir os antigos C-115 Búfalos, nas missões de apoio ao Sistema de Vigilância da Amazônia, ao Projeto Calha Norte, que completa 20 anos em 2005, e à s Organizações Militares sediadas na Amazônia.

De acordo com o senador, “o objetivo do projeto P-3 é dotar a FAB de uma frota de aeronaves de patrulha marà­tima, destinada a executar missões de patrulhamento e ataque contra alvos submarinos e de superfà­cie”. Tuma deixou claro que esse tipo de avião não é produzido pela indústria brasileira.

Ele fez questão de ressaltar que os aviões serão utilizados em operações de busca e salvamento na área do Atlântico Sul, na patrulha e defesa da Zona Econômica Exclusiva e na vigilância das rotas comerciais oceânicas, as quais o Brasil é signatário de vários acordos internacionais.

Romeu Tuma recebeu informações do Comando da Aeronáutica, dando conta que outros 16 paà­ses utilizam o P-3, entre eles, Estados Unidos, Alemanha, Japão, Chile, Argentina e Espanha. Dez empresas foram convidadas a participarem da licitação promovida pela Aeronáutica. Seis registraram interesse e três fizeram ofertas.

Segundo ele, “a empresa EADS/CASA, apresentou, entre outras vantagens, menor preço, oferta de financiamento e transferência de tecnologia. O Brasil não produz aeronaves com essas caracterà­sticas. Aquelas que estão sendo produzidas, não possuem equipamentos de busca de submarinos”.

Os aviões integram o Programa de Fortalecimento do Controle do Espaço Aéreo Brasileiro. Romeu Tuma mostrou-se preocupado com a situação dos Búfalos. Segundo ele, a Aeronáutica possui apenas três aeronaves em operação e que esbarram em constantes problemas de reposição de peças.

“A importância da Aeronáutica na região amazônica é primordial. Seja no atendimento à s populações ribeirinhas e comunidades indà­genas, como no provimento da logà­stica para os pelotões de fronteira e batalhões do Exército na região”, afirmou Tuma.

Ele chamou a atenção para as exigências previstas no acordo, como a transferência de tecnologia, suporte técnico, cooperação com o Centro Técnico Aeroespacial [CTA], treinamento e investimentos em empresas e instituições do Brasil com a sub-contratação de componentes da indústria brasileira.

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