Brasília, 21 de outubro de 2018 - 07h17
Aprovada Moção de Solidariedade à brasileira assassinada na Nicarágua

Aprovada Moção de Solidariedade à brasileira assassinada na Nicarágua

08 de agosto de 2018
por: InfoRel
Brasília – No dia 23 de julho, a brasileira Raynéia Gabrielle Lima, de 31 anos, estudante de medicina, foi assassinada em Manágua, quando retornava de uma jornada de trabalho no Hospital da Polícia Nacional. Natural de Pernambuco, ela vivia há seis anos naquele país e é mais uma vítima da crise política que assola a Nicarágua.

Em apoio à família da jovem, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 8, Moção de Solidariedade encabeçada pelo seu presidente Nilson Pinto (PSDB-PA) e o deputado Rubens Bueno (PPS-PR).

Nilson Pinto lembrou que o governo brasileiro que já havia manifestado a sua preocupação com o desenrolar da situação interna nicaraguense, convocou, no dia 24 de julho, para consultas, o Embaixador Luís Cláudio Villafañe Gomez Santos. No mesmo dia, a Embaixadora da Nicarágua em Brasília, Lorena Martínez, foi chamada pelo Itamaraty para prestar esclarecimentos. Em 27 de julho, foi a vez do governo nicaraguense convocá-la para consultas.

Para os deputados, até o momento, as autoridades da Nicarágua ainda não responderam aos questionamentos do Brasil de forma satisfatória. O corpo de Raynéia foi enterrado no dia 3 de agosto na cidade de Paulista, Pernambuco.

“A repressão aos protestos populares já deixou mais de 350 mortos, de acordo com organizações humanitárias locais e internacionais. A escalada de violência contra a sociedade civil, com agressões físicas a eclesiásticos, jornalistas e defensores dos direitos humanos, é inaceitável”, afirmou Nilson Pinto.

MOÇàO DE SOLIDARIEDADE

“Estudante do sexto ano de Medicina na Universidade Americana de Manágua, a pernambucana Raynéia Gabrielle Lima, que já trabalhava no Hospital da Polícia Nacional, foi brutalmente assassinada no dia 23 de julho, em circunstâncias ainda não esclarecidas.

 Reitor da Universidade Americana, Ernesto Medina, afirmou que o tiro que feriu mortalmente a brasileira, foi disparado por um “um grupo de paramilitares” no sul da capital Manágua. Raynéia sustentava os estudos fabricando e vendendo brigadeiros, trufas de chocolate e coco.

Trata-se de mais uma vítima de uma crise política que opõe estudantes e o governo sandinista do presidente Daniel Ortega. No dia 13 de julho, forças de segurança e paramilitares dispararam contra estudantes e civis alojados na Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua.

À família da brasileira Raynéia Gabrielle Lima, a quem a Universidade Americana fez questão de outorgar o Diploma de Medicina, a nossa solidariedade. E que o governo e a sociedade nicaraguense possam restabelecer a convivência pacífica, o funcionamento das instituições democráticas e o Diálogo Nacional”.

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