Defesa

Minustah
01/06/2005
Forças Armadas
01/06/2005

Haiti

Aprovado crédito de R$ 299 milhões para o ministério da Defesa

O plenário da Câmara dos Deputados, aprovou na noite desta quarta-feira, a Medida Provisória 241 de 2005, que abre crédito extraordinário de R$ 299,59 milhões para o ministério da Defesa.

A MP 244 também de 2005, que abre crédito extraordinário de R$ 20,32 milhões para a Defesa custear as operações do Exército no Estado do Pará, embora tenha sido objeto de acordo entre os líderes, não foi apreciada.

Com aprovação do crédito extraordinário, o ministério da Defesa terá recursos da ordem de R$ 5 milhões para o custeio das despesas de transporte aéreo da ajuda humanitária oferecida pelo Brasil aos países e às vítimas dos Tsunamis na Ásia.

Também serão destinados outros R$ 85 milhões para a Missão de Paz no Haiti, comandada pelo Brasil. Os recursos serão utilizados na manutenção da tropa brasileira naquele país e nas despesas com toda a logística da operação. A Medida Provisória segue agora para apreciação do Senado.

Durante a sessão, o deputado Jair Bolsonaro [PP-RJ] criticou o governo por conta do prometido reajuste de 23% que não saiu para os militares.

Ele afirmou que, durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso, foram contingenciados 50% dos recursos das Forças Armadas, e que no ano passado, o governo contingenciou cerca de R$ 120 milhões dos militares para fazer superávit primário e pagar juros da dívida.

Segundo ele, “infelizmente, trocou-se o ministro José Viegas pelo ministro José Alencar, que, lamentavelmente, ainda não disse a que veio nem o que está fazendo à frente do Ministério da Defesa. Já que ele não tem força para nada, eu, que me considero seu amigo, peço que renuncie ao cargo para o Brasil e as Forças Armadas ficarem em melhor situação e não se desgastar politicamente, em detrimento apenas dos militares, já que afirmou, por várias vezes, que nada pode fazer para conseguir justiça para com a família militar”.

“Também não podemos ficar calados diante do envio de soldados brasileiros para o Haiti, que sofreu um golpe de Estado pelos Estados Unidos. A tropa brasileira está lá e até o momento já foram gastos mais de R$ 300 milhões para o Exército norte-americano ficar de mãos livres para matar os iraquianos e pessoas no mundo inteiro, para matar de fome muitas crianças e atacar militares em Guantánamo”, afirmou o deputado Babá, do PSOL paraense.

Ele lembrou que o soldo de um soldado brasileiro é de R$ 170 reais, e de um general, que é a maior patente, com tudo incluído, R$ 10 mil reais. Babá recordou que há 30 dias, um grupo de mulheres de militares está acampada na Esplanada dos ministérios à espera do prometido reajuste salarial.

Já o deputado Fernando Coruja, do PPS catarinense, afirmou que a manutenção de tropas brasileiras no Haiti tem-se mostrado um equívoco.

“O próprio General-Comandante está admitindo que não há solução militar para o Haiti. A solução é econômica e envolve outras questões. O Exército brasileiro poderá ficar lá 10, 20 ou 30 anos que não haverá solução. O Brasil entrou literalmente numa fria ao enviar tropas para o Haiti”, afirmou.

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