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Aprovado crédito para tropa brasileira no Haiti

Aprovado crédito para tropa brasileira no Haiti

Na noite desta quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou medida provisória que abre créditos especiais para vários ministérios, inclusive o da Defesa, contemplado com R$ 60 milhões. Os recursos se destinam ao custeio dos soldados brasileiros que integram a Missão das Nações Unidas no Haiti (Minustah).

Em 2006, após a decisão do Conselho de Segurança da ONU de prorrogar o mandato da missão naquele país, o Ministério da Defesa alegou a necessidade de contar com recursos extraordinários no início do ano, sob risco de interrupção das ações essenciais à manutenção da tropa.

De acordo com o Ministério da Defesa, até mesmo a integridade física dos militares e equipamentos, corriam riscos. Em janeiro, o governo editou medida provisória abrindo crédito de R$ 70 milhões.

“Considerando a média anual com o custeio da missão, os investimentos realizados ao longo do período de sua operação, a intensificação das atividades do contingente brasileiro, o estágio avançado de degradação dos equipamentos em uso e a manutenção dos níveis de segurança do batalhão brasileiro, ficou acordado com o Estado-Maior da Defesa, em reunião realizada em 13 de fevereiro de 2007, que seria disponibilizado o valor de R$ 130 milhões, no exercício de 2007, para atender à permanência de militares no Haiti”, informou o MD.

O Estado-Maior da Defesa acredita que os recursos para este ano seja suficientes para cobrir despesas com o preparo e o transporte de pessoal e material, a aquisição de munição, explosivos e medicamentos, a reposição de material de defesa e de segurança pessoal, como coletes de proteção balística e capacetes , entre outros, a troca de equipamentos de deslocamento e ataque (armas, equipamentos de segurança para os meios terrestres de combate) e os investimentos em infra-estrutura (usina de asfalto, perfuração de poços, construção e conservação de estradas).

Além das tropas brasileiras no Haiti, parte dos recursos serão transferidos para a Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel), a título de participação da União no capital de empresas, para a continuidade do processo de revitalização e recuperação econômico-financeira da empresa.

Em audiência pública realizada na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional do Senado, o Comandante do Exército, General Enzo Martins Peri, afirmou que a situação do Haiti melhorou, mas que ainda persistem problemas graves como a a quantidade de indigentes.

Ao responder questionamento do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), ele explicou que a reestruturação do Haiti vai demorar pelo menos mais dez anos. Enzo Peri reconheceu que o Haiti se ressente de nomes para dirigir o país.

O Comandante do Exército informou que o Brasil será o último país a deixar o Haiti, quando for concluído o processo de substituição das tropas da ONU por forças policiais haitianas e confirmou que o Brasil tem sido chamado pelas Nações Unidas para comandar os capacetes azuis na África e Ásia, mas que o país não aceitou enviar tropas para o Líbano.

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