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Aprovado embaixador do Brasil nos Estados Unidos

Aprovado embaixador do Brasil nos Estados Unidos

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado aprovou na última quinta-feira, o nome do diplomata Mauro Vieira para comandar a embaixada do Brasil em Washington.

Viera era o embaixador brasileiro em Buenos Aires para onde vai o atual Subsecretário de América do Sul, do Itamaraty, Enio Cordeiro.

De acordo com Mauro Vieira, o Brasil é considerado um importante interlocutor regional para os Estados Unidos. Ele afirmou que o presidente Barack Obama quer construir um diálogo harmonioso entre os dois países.

Segundo ele, será criado um mecanismo abrangente com 18 comitês e grupos de trabalho entre Brasil e Estados Unidos, coordenados pelo ministro Celso Amorim e a Secretária de Estado Hilary Clinton.

Esse trabalho pretende aprofundar o relacionamento bilateral e aproximar os pontos de vista de ambos em temas internacionais.

Para o embaixador, a presença de Obama na reunião dos presidentes sul-americanos, realizada paralelamente à Cúpula das Américas de Trinidad e Tobago, foi muito positiva.

Na avaliação de Vieira, o Brasil tem capacidade para negociar mantendo suas posições sem com isso comprometer o relacionamento.

O comércio bilateral registrou em 2008 um volume de US$ 53 bilhões apesar da crise econômica.

Para a oposição, o Brasil deveria priorizar as relações com os Estados Unidos em detrimento do Mercosul, considerado pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), “um peso para o país”.

Na opinião do tucano, o Chile agiu com sabedoria ao ingressar no bloco apenas como associado e privilegiar os acordos de livre comércio.

Já o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), defende a retomada das negociações para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Maia afirmou que o Mercosul está cambaleante.

Análise da Notícia

A mensagem da Presidência da República indicando Mauro Vieira para a embaixada nos Estados Unidos foi aprovada em tempo recorde.  Em menos de uma semana, como queria o governo.

O Itamaraty tinha pressa revelou o presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Eduardo Azeredo.

Como a oposição também considera este posto o principal para a política exterior do Brasil, não criou nenhum embaraço.

Mauro Vieira ocupará o lugar de Antonio Patriota, atual Secretário-Geral do ministério das Relações Exteriores.

Importante observar que enquanto o Senado brasileiro aprecia e vota em poucos dias a indicação de seu embaixador em Washington, Thomas Shannon, o embaixador norte-americano em Brasília espera há seis meses por sua aprovação pelo Congresso dos Estados Unidos.

Os congressistas norte-americanos o estão punindo por declarações favoráveis ao etanol brasileiro.

Na prática, o discurso de nova relação com a América Latina é conversa fiada.

No final das contas, o que importam são os interesses dos Estados Unidos.

Daí o acordo militar com a Colômbia, a reativação da IV Frota e a cara de paisagem na crise hondurenha onde o que menos querem é a restituição de Manuel Zelaya ao poder.

O Brasil tenta uma e outra vez falar num tom mais alto, mas ainda padecemos de certos comportamentos anacrônicos.

Para a oposição, deveríamos nos curvar à maior potência econômica e militar do planeta. Daí seríamos grandes.

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