Brasília, 15 de outubro de 2018 - 13H16

Aprovado ingresso da Venezuela ao Mercosul

29 de outubro de 2009
por: InfoRel

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, aprovou nesta quinta-feira, o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul após 4h de discussão.


O parecer do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), contrário ao ingresso venezuelano foi derrubado com 11 votos, contra cinco e uma abstenção.


A proposta ainda precisa passar pelo Plenário. Para entrar em vigor, dependerá também da ratificação pelo Congresso do Paraguai.


Ao rejeitar o parecer de Jereissati, a Comissão aprovou um voto em separado do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), por 12 votos.


A oposição voltou a atacar o presidente Hugo Chávez e ainda tentou aprovar um requerimento condicionando o ingresso da Venezuela à visita de um grupo de parlamentares à Caracas.


Para Romero Jucá, "esse é menos um debate sobre questões da política interna da Venezuela do que sobre os interesses estratégicos do Estado brasileiro no tabuleiro internacional".


A Venezuela é o sexto parceiro econômico do Brasil. Entre 2003 e 2008, as exportações do Brasil passaram de US$ 608 milhões para US$ 5,15 bilhões. Cerca de 72% desse volume diz respeito à produtos industrializados.


Além disso, a Venezuela dá preferência ao Brasil em detrimento de antigos parceiros comerciais como Estados Unidos e Colômbia.


A base governista destacou ainda que a Venezuela tem a sexta maior reserva de petróleo do mundo e uma reserva de gás natural ainda não explorada que pode ser determinante para a integração energética do Mercosul.


Análise da Notícia


A oposição conservadora e antidemocrática brasileira de repente se arvorou como guardiã da ética e da democracia.


Incapaz de apresentar uma proposta consistente aos brasileiros focalizou em Hugo Chávez e tratou de demonizá-lo.


Curioso observar que essa mesma elite política empurrou para debaixo do tapete os escândalos do Senado e segurou o seu presidente numa aliança fechada nas sombras com o petismo oficial.


Não é o Senado brasileiro quem tem lição para dar. Não mesmo. Não tem  moral alguma para isso.


E não é o Brasil quem deve dizer à país algum como se governa.


Apenas com o ingresso da Venezuela ao Mercosul se pode exigir dela o cumprimento das normas previstas em seu arcabouço.


Se existem abusos na Venezuela, quem tem alguma legitimidade para impor um debate é o Parlamento do Mercosul.


É ali que a discussão deve ser travada.


Quanto às suas excelências, seria muito bom se fossem tão enérgicos e preocupados com os problemas dos brasileiros simples mortais.


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