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15/07/2015
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15/07/2015

Estratégia

Argentina busca novos parceiros para potencializar suas Forças Armadas

Brasília – Na semana passada, a presidente argentina Cristina Kirchner, falando às Forças Armadas, destacou a importância dos militares na ciberdefesa do país e enfatizou que a Argentina leva adiante um processo de radarização que já beneficiou 26 aeroportos e 96% das rotas comerciais do país. Além disso, ela afirmou que o país busca novos parceiros para potencializar as suas Forças Armadas com a modernização de equipamentos e aquisição de armamentos.

Ela recordou ainda que o país passa por um processo de recuperação estrutural da sua indústria de Defesa com o fortalecimento da Fabricaciones Militares que produz 1.050 vagões graneleiros numa parceria dos ministérios da Defesa e do Interior e Transportes. Além disso, a Fábrica Argentina de Aviones, de Córdoba, está reequipando as aeronaves Pampa e trabalhando na sua exportação graças a um acordo firmado com a EMBRAER, e com a INVAP, estão sendo desenvolvidos VANTS.

Já no Complexo Industrial Naval Argentino (CINAR), está sendo reconstruído do navio Comandante Irízar, próprio para romper o gelo antártico. Entre 2003 e 2015, a Argentina multiplicou por 70 os investimentos na Defesa.

Além disso, o ministério da Defesa da Argentina acaba de firmar acordo com Israel para a modernização de 74 tanques no âmbito do “Projeto de Modernização do Tanque Argentino Medio (TAM)”, por cerca de US$ 111 milhões. O acordo implica em transferência tecnológica para o setor defesa argentino e a possibilidade desses blindados serem construídos na Argentina com fins de exportação para o mercado regional.

Análise da Notícia

Marcelo Rech

A Argentina já havia anunciado a aquisição de um blindado chinês com recursos e créditos da China. O acordo com Israel é mais um duro golpe no projeto brasileiro Guarani, a nova família de blindados que está sendo levado a cabo pela IVECO em Sete Lagoas (MG). Com os acordos firmados pela Argentina com China e Israel, reduz-se significativamente a possibilidade de aquisição do blindado brasileiro, o que pode comprometer o próprio projeto.

Além disso, a busca argentina por novos parceiros que inclui ainda a Rússia, poderá comprometer significativamente o projeto de indentidade regional de Defesa, um dos pilares do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS), principal mecanismo de concertação política regional no âmbito da UNASUL.

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