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17/10/2016
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17/10/2016

Política

Argentina critica exercícios militares britânicos nas Malvinas

Brasília – O governo argentino criticou o Reino Unido pela realização de exercícios militares nas Ilhas Malvinas previstos para o período entre 19 e 28 de outubro. O vice-ministro de Relações Exteriores da Argentina, Carlos Foradori, entregou uma nota de repúdio ao embaixador britânico em Buenos Aires, Mark Kent, pedindo de forma enérgica que os exercícios não sejam realizados.

De acordo com a nota, “a chancelaria argentina tomou conhecimento no dia 13 de outubro, através do Serviço de Hidrografia Naval, vinculado ao ministério da Defesa, da realização por parte do governo britânico de ilegítimos exercícios militares na área das Ilhas Malvinas entre os dias 19 e 28 de outubro, que incluirão o lançamento de mísseis Rapier”.

No comunicado, Feradori explica que “a Argentina rechaça a realização desses exercícios em território argentino ilegitimamente ocupado pelo Reino Unido, que desconhece as resoluções das Nações Unidas e de outros organismos internacionais, que instam a ambos países a retomar as negociações a fim de encontrar uma solução pacífica e definitiva para a disputa de soberania, assim como abster-se de realizar atos unilaterais nos territórios e espaços marítimos em disputa”.

Para o governo argentino, a realização dos exercícios militares por parte do Reino Unido na região das ilhas contradiz o princípio da solução pacífica de controvérsias, apoiado unanimemente pelos países sul-americanos e manifestados publicamente através de declarações nos âmbitos do MERCOSUL e da UNASUL.

A Argentina também pretende acionar as Nações Unidas uma vez que as forças militares britânicas confirmaram que durante os exercícios serão lançados mísseis Rapier. Para Buenos Aires, os exercícios colocam em risco a segurança dos navios que operam na região.

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