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Comércio Exterior

Argentina defende que MERCOSUL retome negociações com europeus para superar protecionismo

Marcelo Rech, especial da República Dominicana

Punta Cana – A Argentina defende que o MERCOSUL retome as negociações com a União Europeia para a celebração de um Tratado de Livre Comércio, com o propósito de superar as tendências protecionistas que ganharam fôlego com a saída dos Estados Unidos do Acordo de Parceria Transpacífica (TPP).

Na próxima semana, o ministro da Produção, da Argentina, Francisco Cabrera, estará em Brasília para apresentar ao Brasil a posição do país em relação as tratativas do MERCOSUL com a União Europeia e o primeiro encontro entre o bloco sul-americano e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA).

Apesar da troca de ofertas realizada no ano passado entre o MERCOSUL e a UE, em alguns temas as coisas não avançaram, como a abertura do mercado europeu aos produtos agrícolas.

Em Davos, à margem do Fórum Econômico Mundial, a Comissária Europeia de Comércio, cecília Malstrom, afirmou que “o contexto internacional torna mais desejável que nunca ter um acordo com o MERCOSUL”. Na oportunidade, Malstrom reuniu-se com a chanceler argentina Susana Malcorra e revelou que “estamos acelerando as negociações o máximo possível para lograrmos um acordo o quanto antes”, disse.

A agenda MERCOSUL – União Europeia prevê uma reunião técnica em Bruxelas, no mês de fevereiro, e um encontro político no nível de ministros, em março, em Buenos Aires. A Argentina lidera as negociações pelo MERCOSUL na qualidade de presidente pro tempore do bloco, posto que será assumido pelo Brasil em julho.

As duas partes trabalham para que um acordo seja anunciado em dezembro durante a reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) a realizar-se também na capital argentina.

Nos bastidores, diplomatas dos países que integram os dois blocos reconhecem as dificuldades, pois a França resiste ao acordo e terá eleições presidenciais em 2017. A Irlanda também mantém uma postura extremamente protecionista na questão agrícola.

O MERCOSUL ofereceu eliminar tarifas para 87% do comércio em um prazo de 15 anos, tempo considerado insuficiente pelos europeus que propuseram eliminar suas alíquotas de 89% das exportações sul-americanas, mas sem incluir o etanol e a carne bovina.

Os europeus estariam mais dispostos a firmar um acordo com o MERCOSUL depois de verem sepultadas as possibilidades de firmar um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, o Tratado Transatlântico. A UE vinha negociando 16 acordos comerciais e tinha previsto iniciar negociações de outro seis.

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