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09/12/2015
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09/12/2015

Democracia

Argentina desiste de invocar cláusula democrática após resultado das eleições venezuelanas

Brasília – A futura ministra de Relações Exteriores da Argentina, Susana Malcorra, revelou nesta segunda-feira, 7, que a Argentina desistiu de invocar a cláusula democrática do Mercosul após os resultados das eleições legislativas na Venezuela. De acordo com a diplomata, a decisão deve-se ao fato do presidente Nicolás Maduro ter reconhecido o triunfo oposicionista.

O presidente eleito Mauricio Macri pretendia pedir a suspensão ou exclusão da Venezuela do Mercosul já na próxima cúpula do bloco a ser realizada no dia 21 em Assunção.

“A cláusula democrática se aplica sobre fatos e o fato eram as eleições do dia 6. Creio que hoje podemos dizer que as eleições funcionaram dentro do que estabelece o marco democrático. Com o reconhecimento dos resultados, nada indica que haja razão para a aplicação da norma”, explicou Malcorra.

Por outro lado, ela reconheceu que a próxima reunião dos Chefes de Estado do Mercosul representa uma oportunidade para se discutir a situação da Venezuela. Susana Malcorra confirmou ainda que dialogará nos próximos dias com seus futuros colegas chanceleres para avaliar melhor o cenário regional após o processo eleitoral venezuelano.

União Europeia diz que Venezuela votou por mudanças e pede diálogo

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, afirmou nesta segunda-feira, 7, que os venezuelanos votaram pela mudança e pediu diálogo à todos os políticos para que sejam fortalecidas as instituições democráticas e para que haja cooperação construtiva naquele país.

“O diálogo e a cooperação construtivos fortalecerão as instituições democráticas na Venezuela”, destacou Mogherini. Ela elogiou ainda o desenvolvimento pacífico de todo o processo no qual a oposição conquistou 99 cadeiras na Assembleia Nacional, consolidando uma vitória histórica após 16 anos de chavismo.

Mogherini enfatizou que o processo eleitoral deve agora ser concluído “com o mesmo espírito de responsabilidade democrática e transparência” e que a UE “está preparada para cooperar com a Venezuela e as suas autoridades democraticamente eleitas no interesse de todos os venezuelanos”.

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