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Economia & Política

08 de novembro de 2016
por: InfoRel

Brasília - Os governos da Argentina e dos Estados Unidos ativaram nesta segunda-feira, 7, o Conselho do Acordo Marco de Comércio e Investimentos criado em março durante a visita do presidente Barack Obama àquele país. Para o governo argentino, a geração de empregos e a facilitação do intercâmbio são prioritárias nas relações econômicas com Washington.



Na oportunidade, a chanceler Susana Malcorra, e os ministro da Produção, Francisco Cabrera, e da Fazenda, Alfonso Prat Gay, reuniram-se com o representante de Comércio norte-americano, Michael Froman. O tema principal do encontro girou em torno da facilitação do comércio bilateral e na possibilidade de investimentos dos Estados Unidos na Argentina. Além disso, os representantes dos dois países também avaliaram os cenários pós-eleitoral norte-americano e o seu impacto para as relações bilaterais.  



Apesar do processo eleitoral indefinido, no final do mês, representantes do ministério e departamento de Agricultura, se reúnem para habilitar o mercado dos Estados Unidos para a carne argentina, fechado há 15 anos e que Washington foi obrigado a reabrir por determinação da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ainda como parte deste processo de reaproximação, a Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos reabrirá as suas oficinas na Argentina com o objetivo de avançar no fortalecimento comercial bilateral e incentivar os investimentos.



Comércio



O Acordo Marco de Comércio e Investimentos foi firmado no final de março e contempla o papel do setor privado, tanto nacional como estrangeiro, para desenvolver a criação de empregos e facilitar o diálogo em propriedade intelectual, acesso a mercados e cooperação em agricultura.



Os Estados Unidos também têm interesse em apoiar as reformas econômicas em curso na Argentina, impulsionar o comércio e os investimentos e aprofundar a cooperação com o G-20. Com relação à agricultura, os dois países se comprometeram em ampliar o comércio mundial de produtos agrícolas e resolver os problemas pendentes de acesso a esse mercado.



A Câmara de Comércio Argentina – Estados Unidos revela que as empresas norte-americanas planejam investir cerca de US$ 20 bilhões nos próximos dois anos na Argentina.



Eleições



A ministra das Relações Exteriores da Argentina, Susana Malcorra, reconheceu que a vitória do candidato republicano Donald Trump, nas eleições dos Estados Unidos, pode representar uma nova paralisia. “Se nesta terça-feira, 8, se vota por um modelo fechado e xenófobo, isso pode gerar um efeito dominó em outros países. Nossa vocação passa por impulsionar as aberturas e os intercâmbios”, afirmou.



Ela também elogiou as políticas de Barack Obama e destacou a reconciliação com Cuba como a mais significativa. “A decisão de recompor as relações com Cuba abriu possibilidades de superar diferenças com outros países da região e trabalhar em outras áreas. De todos modos, a possibilidade de estabelecer um mercado de livre comércio entre o MERCOSUL e os Estados Unidos é uma meta de longo prazo”, explicou.



Quanto às relações com a União Europeia e as negociações do MERCOSUL, Malcorra revelou que “o bom é que tenham começado”. “Demorou muito para que se apresentassem as ofertas de ambas as partes, mas o bom é que nos sentamos para negociar. Veremos o que sucede na reunião que manteremos no início do próximo ano em Buenos Aires”, assinalou.


Assuntos estratégicos

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