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24/11/2016
Política
30/11/2016

Comércio Exterior

Argentina quer acelerar acordo comercial MERCOSUL - União Europeia

Brasília – O governo argentino está preocupado com o futuro do comércio mundial a partir de janeiro com a posse do presidente norte-americano, Donald Trump, e quer acelerar as negociações entre o MERCOSUL e a União Europeia para um tratado de livre comércio.

A ministra de Relações Exteriores, Susana Malcorra afirmou que “ante a tendência do mundo de se fechar, é necessário acelerar o acordo do MERCOSUL com a União Europeia”. Ela adiantou ainda que o país dará enfâse ao processo a partir de março quando assumir a presidência pro tempore do MERCOSUL.

Segundo Malcorra, “o mundo está passando por um momento de introspecção, no qual há uma tendência em muitas partes do mundo a fechar-se, a ser egoístas”. A chanceler lembrou ainda que “Angela Merkel já disse que a possibilidade de um acordo entre a União Europeia e os Estados Unidos, por hora está postergado”. “Temos que acelerar o processo de acordo entre o MERCOSUL e a UE. E quando assumirmos o bloco, vamos imprimir toda energia possível para consegui-lo”, afirmou. Na sua avaliação, o MERCOSUL precisa ainda avançar nos acordos com a Aliança do Pacífico e estar atento à decisão do futuro presidente norte-americano de retirar o país do Tratado Transpacífico.

Apesar do cenário pessimista, a chanceler argentina fez questão de destacar que Argentina e Brasil estão alinhados para buscar juntos terceiros mercados, mesmo diante de um mundo onde as tendências são de um maior protecionismo.

Brasil

Em Madri, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, foi categórico ao afirmar que  o “aumento da insegurança” provocada pela eleição de Donald Trump e o Brexit “deverão beneficiar” o acordo comercial entre o MERCOSUL e a União Europeia.

Na sua avaliação, a possibilidade de sucesso nas negociações UE – MERCOSUL guardam relação direta com o Brexit e a eleição de Trump. Para Serra, os dois fatos podem “prejudicar a UE”, mas “estimulam e incentivam” o acordo de livre comércio que está sendo negociado pelos dois blocos.

O MERCOSUL já é o sexto mercado para as exportações da UE, tendo representado 88 bilhões de euros de receitas em 2015. Por outro lado, as empresas europeias pagam mais de 4 bilhões de euros em taxas alfandegárias. As negociações para um tratado de livre comércio se arrastam desde 1998.

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