Relações Exteriores

Integração
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Apagões

Argentina quer apoio do Brasil para conter desabastecimento

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, está em Buenos Aires onde se encontra nesta terça-feira com a presidente Cristina Kirchner para acertar os detalhes da viagem que a presidente Dilma Rousseff fará ao país no dia 31.

No primeiro roteiro internacional da presidente ela também passará por Uruguai, Paraguai e Peru.

Nesta segunda-feira, 10, Patriota se reúne com o chanceler argentino Héctor Timerman com quem já conversou em Brasília no último dia 2.

Antes da chegada da presidente brasileira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, desembarca em Buenos Aires no dia 16 para discutir o incremento das relações entre as respectivas forças armadas.

Para o chanceler argentino, a integração entre Brasil e Argentina garante a estabilidade na América Latina.

“A integração avança. Com alguns problemas como em toda relação complexa como a que temos com o Brasil com milhões de dólares envolvidos, mas os mecanismos funcionam”, afirmou Timerman.

A Argentina pretende encontrar uma solução para o déficit comercial que tem em relação ao Brasil “em favor dos interesses nacionais”, destacou o ministro.

Héctor Timerman revelou ainda que recebeu apelos de vários organismos argentinos de defesa dos direitos humanos para que Dilma Rousseff visitasse a Argentina “por tratar-se de uma militante e prisioneira política”, assinalou.

Comércio

Em 2010, o comércio entre Brasil e Argentina somou US$ 32,9 bilhões.

Como o país vizinho atravessa um momento delicado em sua economia, a aposta em Buenos Aires é por acordos com o Brasil que impeçam o desabastecimento.

No final do ano passado, os argentinos enfrentaram a falta de combustíveis e de produtos nos supermercados. Além disso, várias cidades registraram apagões.

O Brasil também está preocupado com os rumos que a Argentina tomará. As eleições presidenciais estão marcadas para outubro.

Estados Unidos

Nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, se reúne com o Subsecretário de Estado norte-americano para a América Latina, Arturo Valenzuela.

Na agenda, o impacto das revelações feitas pelo site Wikileaks e o processo de integração regional. Valenzuela fez o mesmo em Santiago, Chile.

O enviado de Obama não deverá encontrar-se com a presidente argentina, mas terá de discutir uma solução para o acesso dos produtos agrícolas argentinos ao mercado dos Estados Unidos.

Timerman disse ainda que a presidente brasileira Dilma Rousseff reclamou com Hilary Clinton da falta de diálogo do governo norte-americano com os países latino-americanos.

Pesos

O governo argentino informou que nesta segunda-feira chegará o último carregamento de 100 pesos impressos no Brasil para fazer frente a escassez de cédulas que atinge o país vizinho.

Em novembro, o Banco Central da Argentina encomendou a impressão de dez milhões de pesos em notas de 100.

A Casa da Moeda do país tem capacidade para imprimir até 350 milhões de cédulas ao ano, mas a demanda gira em torno de 700 milhões. O principal problema está na obsolescência das máquinas utilizadas na Argentina.

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