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12/09/2016
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12/09/2016

Diplomacia

Argentina quer diálogo com o Reino Unido sobre petróleo e voos às Malvinas

Brasília – O governo da Argentina pretende dialogar com o Reino Unido sobre petróleo e voos diretos às Ilhas Malvinas, informou neste final de semana, a ministra das Relações Exteriores, Susana Malcorra. De acordo com ela, Buenos Aires está trabalhando para iniciar um “diálogo potencial” sobre a exploração petroleira na zona das Malvinas e o restabelecimento de voos diretos às ilhas.

Malcorra está em Londres onde participa da Cúpula das Missões de Paz da ONU. Ela que é candidata ao cargo de Secretária-Geral das Nações Unidas, revelou que o governo de Mauricio Macri tenta avançar com estes temas na agenda bilateral.

Nesta semana, o vice-ministro britânico das Relações Exteriores, Alan Duncan, participará do Fórum de Investimentos e Negócios que será realizado em Buenos Aires, quando serão realizadas diversas reuniões de trabalho entre os dois países para que se avance pelo menos em relação à retomada dos voos diretos entre a Argentina e as Malvinas. Os empresários britânicos têm especial interesse em conhecer detalhes do Plano de Investimentos lançado recentemente pelo governo argentino e já anunciaram que pretendem investir no país sul-americano.

Susana Malcorra revelou que os dois países têm trabalhado na construção de uma agenda positiva e assegurou que “o presidente Macri deseja pôr fim a uma era de confrontação com o Reino Unido”.

Até o final deste mês, Argentina e Reino Unido também se reunirão com a Cruz Vermelha para dar início às tarefas de identificação dos soldados enterrados em Darwin, nas Ilhas Malvinas. Também em setembro, o presidente Mauricio Macri deverá reunir-se com a primeira-ministra britânica, Teresa May, em Nova York, à margem da Assebleia-Geral da ONU. Por ocasião da Cúpula do G-20, na China, Macri e May tiveram um primeiro e rápido encontro.

A ministra das Relações Exteriores da Argentina também garantiu que o seu nome não encontra nenhum veto por parte dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – EUA, Rússia, Reino Unido, China e França – e que em outubro começa a fase final para a escolha do nome que substituirá Ban Ki-moon a partir de janeiro.

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