Relações Exteriores

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Diplomacia

Argentina será o primeiro destino da presidente Dilma

A presidente Dilma Rousseff irá à Argentina antes do final do mês em sua primeira viagem oficial ao exterior. Estados Unidos e China também estão entre as prioridades da presidente.

 

De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, além das duas potências o Brasil priorizará as relações com os países vizinhos.

 

“Orientaremos a ação externa do Brasil preservando as conquistas dos últimos anos e construindo sobre a base sólida das realizações do Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, explicou o novo chanceler.

 

Patriota conversou com a presidente antes da posse sobre sua primeira agenda de viagens internacionais. Ficou acertado que Dilma participará da Cúpula América do Sul – Países Árabes, que será realizada em Lima, Peru, em fevereiro.

 

Em seu discurso de posse, Patriota afirmou que os países sul-americanos receberão atenção diferenciada por parte do Brasil.

 

“É possível afirmar que, entre os pólos que configuram a nova geopolítica deste início de século, o Brasil, com sua tradição de paz e tolerância, se posiciona como um ator que reúne características privilegiadas para a promoção de modelos mais inclusivos de desenvolvimento e para o fortalecimento da cooperação entre as nações por intermédio de mecanismos de governança mais representativos e legítimos”, afirmou.

 

Argentina

 

Durante os oito anos do governo Lula, as relações entre Brasil e Argentina foram marcadas por polêmicas e disputas comerciais. Brasília acostumou-se a pôr panos quentes nas reclamações de Buenos Aires.

 

Para o Brasil, a estabilidade de suas relações com a Argentina são determinantes para que o resto do mundo o perceba como um ator global.

 

“Continuaremos a privilegiar o diálogo e a diplomacia como método de solução de tensões e controvérsias; a defender o respeito ao direito internacional, à não-intervenção e ao multilateralismo; a militar por um mundo livre de armas nucleares; a combater o preconceito, a discriminação e a arbitrariedade; e a rejeitar o recurso à coerção sem base nos compromissos que nos irmanam como comunidade internacional”, defendeu o ministro em sua posse no Itamaraty.

 

Para Antonio Patriota, compete ao Brasil “completar a transformação da América do Sul em um espaço de integração humana, física, econômica, onde o diálogo e a concertação política se encarregam de preservar a paz e a democracia”.

 

Na sua opinião, o relacionamento entre Brasil e Argentina é central nesse empreendimento. Segundo ele, a relação bilateral “vive hoje um momento de plenitude e avança em um vasto espectro de iniciativas que incluem áreas como a cooperação em matéria espacial e dos usos pacíficos da energia nuclear”.

 

Na avaliação de Patriota, é natural que todo o mundo crie expectativas quanto ao nível de relacionamento que terá com o Brasil.

 

Ele confirmou ainda que o país perseguirá uma reforma profunda dos organismos internacionais para que os emergentes tenham maior representatividade.

 

“Permaneceremos atentos para evitar que os círculos decisórios que se formam em torno das principais questões contemporâneas reproduzam as assimetrias do passado, ignorando as aspirações legítimas dos que não os integram. Os G-20s e outros agrupamentos restritos só conseguirão consolidar sua autoridade se permanecerem sensíveis aos anseios e interesses dos mais de 150 países que não se sentam em suas reuniões”, explicou.

 

Antonio Patriota também deu a entender que a abertura de embaixadas e consulados do Brasil será desacelerada e que a formação dos diplomatas deve obedecer aos princípios da profundidade reflexiva autônoma e de eficácia operacional compatíveis com o perfil de ator global que o país pretende consolidar.

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