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As perdas e as ilusões

As perdas e as ilusões

No sábado pela manhã, o Brasil perdeu o ex-presidente Itamar Franco que falecera aos 81 anos em São Paulo.

Mais que um político, o país perdeu uma referência. Itamar estava entre aqueles que de fato nos representavam. Que dizia o que queríamos dizer.

De hábitos simples, foi motivo de chacota de muitos dos que agora, o elevam a categoria de estadista.

O ex-presidente Itamar Franco teve a coragem que faltou a Ulysses Guimarães durante a transição e a morte de Tancredo Neves.

Ele assumiu o comando do país depois que o primeiro presidente eleito pelo voto direto após o regime militar, caiu flagrado num esquema de corrupção e arrogância da chamada “República de Alagoas”.

No momento em que a democracia, todavia engatinhava, Itamar Franco não fugiu à responsabilidade e buscou um governo de coalizão.

A esquerda com seu líder-mor Luiz Inácio Lula da Silva, negou-lhe apoio.

Lula e seus aloprados de sempre, torceram para Itamar quebrar a cara.

Comendo pelas beiradas como bom mineiro, o presidente iniciou o processo de estabilização econômica há 17 anos.

E fez, contra todas as previsões e desejos dessa mesma esquerda que governa, seu sucessor Fernando Henrique Cardoso.

FHC governou por oito anos e no auge de sua vaidade e arrogância, exigiu para si os méritos da estabilidade com o Plano Real.

Além disso, buscou de todas as formas, livrar-se daquele que lhe retirou do ostracismo político dando-lhe primeiro o posto de chanceler.

O cidadão comum, mas inteligente, pergunta-se no seu íntimo: com tantos bandidos na política brasileira, porque perdemos apenas os bons que já estão quase extintos?

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