Relações Exteriores

Eleições 2006
03/06/2005
Aviação
03/06/2005

Partido dos Trabalhadores

As razões para não assinar a CPI dos Correios

Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o governo, a economia estava à beira da catástrofe. O risco país era de 2.400 pontos, a inflação estava fora de controle, apontando para 40% ao ano, a cotação do dólar aproximava-se de R$ 4,00, a balança de pagamento era negativa há uma década, o país não dispunha de linhas internacionais de crédito, a dívida pública tinha crescido 1.000% em oito anos, saltando de 61 bilhões de dólares para 632 bilhões de dólares, apesar da liquidação do patrimônio público representado pelas estatais que foram torradas na bacia das almas, oficialmente para abater na dívida.

Dois anos e meio depois da posse, o presidente Lula reverteu integralmente este quadro de catástrofe. Hoje, o risco país gira em torno de 400 pontos; a inflação está sob controle; a cotação do dólar está em torno de R$ 2,5; as linhas internacionais de crédito foram estabelecidas; a balança comercial é largamente superavitária, as exportações batem recordes sobre recordes; a relação dívida/PIB foi substancialmente reduzida, caiu quase dez pontos percentuais, sem que nenhum patrimônio nacional fosse sacrificado. O País se livrou, em ordem, sem rupturas, do monitoramento do FMI. Muitos reclamam das altas taxas de juros.

Nós também a consideramos altas, mas temos a hombridade de reconhecer que elas são mais baixas do que no governo anterior. Quando o Presidente Luiz Inácio da Silva recebeu o governo a taxa Selic era de 25%, hoje ela está em 19,75%, portanto é mais baixa. O Brasil, sob a direção do presidente Lula, se projetou no mundo, passou a ter influência no cenário internacional, e não só aumentou substancialmente suas exportações, como passou a ser ouvido e a pautar os grandes debates internacionais, como porta-voz dos países pobres e como articulador dos países emergentes, ao lado de nações como a China, a Índia e a África do Sul.

Tudo isso foi feito sem radicalismos estéreis, com negociações firmes, mas respeitosas, com o Império americano e com um alto investimento no fortalecimento do Mercosul. Este quadro, somado ao fato de que a economia, em 2004, cresceu 5,2%, o melhor resultado em dez anos, que o desemprego começou a cair e de que as políticas sociais começaram a surtir efeitos, está levando a oposição ao desespero. Para este setor do mundo político, vale tudo para desestabilizar o governo Lula. Orientada por FHC, esta oposição está adotando táticas claramente golpistas.

Se ainda não tentou um golpe, não é por falta de vocação, é porque não tem base de massa para tanto. A matéria da revista Veja mostrando uma cena explícita de corrupção nos Correios registra um problema grave, a corrupção endêmica no serviço público brasileiro. Ela tenta, no entanto, obscurecer o fato de que este governo está combatendo com energia esta praga, presente não apenas nos Correios, mas, e infelizmente, em outros setores do serviço público.

A matéria da Veja ressalta um problema grave, descamba para insinuações desprovidas de provas e ignora o fato de que, sob este governo, o combate à corrupção conduzido pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pela Controladoria Geral da União está sendo travado com energia. A Controladoria Geral da União investigou, até agora, a aplicação de recursos federais em 681 municípios, mediante sorteio. Em quase todos os casos encontrou irregularidades, algumas são simples erros administrativos, mas na grande maioria foram constatados casos de corrupção, devidamente encaminhados ao Tribunal de Contas da União. A Polícia Federal, agindo com absoluta autonomia, prendeu, denunciou e colocou diante da Justiça dezenas de policiais, de altos funcionários. A oposição tem adotado táticas claramente golpistas do aparelho de Estado, além de juizes, empresários, contrabandistas e profissionais da pirataria.

Maliciosamente, certos setores dos meios de comunicação tentam passar a impressão de que este combate à corrupção significa que ela esteja aumentando. Pelo contrário, ela está sendo reduzida. Um líder da oposição, recentemente, para tentar mostrar que havia corrupção no governo, afirmou que não se conhecia na história da República um caso de ministro denunciado no STF. Realmente não há. Ele não conseguiu, no entanto perceber que, no governo Lula, o Ministério Público, que fez as denúncias, é independente. No governo FHC, o chefe do Ministério Público, Geraldo Brindeiro, ficou conhecido como o engavetador geral da República. Ele conseguiu engavetar denúncias contundentes.

Não se tratava de gravações da voz e da imagem de um funcionário corrupto do terceiro escalão. Era a voz do próprio presidente da República, FHC, envolvido em negociatas escandalosas, no quadro de privatizações bilionárias e lesivas aos interesses nacionais. Naquela ocasião, o presidente FHC ouviu de Ricardo Sérgio, diretor do Banco do Brasil, ex-tesoureiro de campanhas tucanas, uma frase famosa sobre a privatização do sistema Telebrás: “Estamos chegando ao limite da irresponsabilidade.” Caso ainda esteja em atividade, Ricardo Sérgio poderia alertar seu antigo patrão para o fato de que ele estaria caindo na irresponsabilidade total.

Ainda para refrescar a memória do referido, valeria lembrar que, para ganhar a eleição de 1998, FHC manteve uma paridade cambial insustentável e que foi obrigado a desvalorizar o Real de forma atabalhoada e vazada, na segunda semana de janeiro de 1999, causando graves prejuízos à economia nacional. Tanto é assim que Chico Lopes, então presidente do Banco Central, foi denunciado, processado e condenado, em primeira instância, a 10 anos de prisão.

Mas esta foi apenas a primeira vez que FHC recorreu desesperadamente ao FMI. Também em 2002, ele teve de recorrer em desespero ao FMI. A diferença é que em 2002, a economia do Brasil estava tão fragilizada que o FMI só aceitou renovar o acordo com o aval dos três principais candidatos a Presidência da República, já que FHC não dispunha de crédito. O governo Lula combate a corrupção com energia, mas paradoxalmente, setores da imprensa e da oposição tentam fazer com que este combate se volte contra o governo, realizando amálgamas que visam confundir a opinião pública.

Tentam passar a impressão de que há um aumento de casos de corrupção. Quando propõe uma CPI para investigar a corrupção nos Correios, a oposição não está interessada em apurar fatos, mesmo porque estes fatos já estão sendo apurados pela Polícia Federal. Seu objetivo é criar um palanque e antecipar o debate eleitoral. Até aí, golpismo à parte, a oposição está cumprindo seu papel, mesmo quando propõe CPIs estapafúrdias, como aquela que visava investigar um suposto financiamento do PT pelas FARCs colombianas.

Em tal situação, cabe ao partido e à Bancada manter a mais sólida unidade de ação, evitando gestos que sirvam aos interesses da oposição e não contribuem para consolidar a base aliada. Diante deste quadro, cabe ao partido assumir o desafio colocado pela direita golpista que aposta da desestabilização. Não temos o que temer, estamos no caminho certo e vamos mostrar ao povo que a direita e seus aliados apostam no “quanto pior melhor”. A seguir apresentamos a memória da luta do governo Lula contra a corrupção e as evidências de que o governo FHC foi cúmplice da corrupção. E que agora seus aliados procuram se apresentar como arautos da moralidade, como se tivessem autoridade para tanto. Em primeiro lugar vamos transcrever um balanço das atividades da Polícia Federal, sob o governo Lula. Em seguida apresentaremos um balanço que mostra a cumplicidade do governo FHC com a corrupção. Governo FHC: negociatas e privatizações lesivas

Resumo das operações – DPF 2003/2004

FELIZ ANO VELHO – ZAQUEU – FRAUDE ZERO – SORO – PANDORA – MATUSALÉM – MAMORÉ – BARRILHA – PINDORAMA – OPERAÇÃO VAMPIRO – ROSA DOS VENTOS – SHOGUN – TAMAR – OPERAÇÃO LINCE II – PENSACOLA – CASO UNAÍ – ORCRIM -ESA – ZUMBI – ALBATROZ – FAROL DA COLINA – CAVALO DE TRÓIA II – PARDAL -MUCURIPE – CHACAL – POROR

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