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Assembléia da OEA tem Cuba como tema principal

Assembléia da OEA tem Cuba como tema principal

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, participa nesta terça-feira, em São Pedro Sula, Honduras, da 39ª Assembléia-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), que tem como principal tema, o reingresso de Cuba ao sistema.

Em novembro do ano passado, o presidente Rául Castro, afirmou na Cúpula do Grupo do Rio, em Salvador, que Cuba não tem interesse em voltar para a OEA de onde foi expulsa em 1962.

O Secretário-Geral da entidade, o chileno José Miguel Insulza, afirmou que as negociações prosseguem e que um acordo pode ser fechado até o encerramento do encontro na quarta-feira, 3.

Enquanto os países latino-americanos trabalham pela reincorporação de Cuba, os Estados Unidos insistem quem que esse processo seja vinculado a realização de eleições na ilha, a libertação de presos políticos e mais liberdade de imprensa.

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), apresentou uma proposta intermediária, em que tanto Cuba como os Estados Unidos fariam concessões até que se pudesse chegar ao completo levantamento do embargo norte-americano à ilha e a sua volta à OEA.

Além do presidente hondurenho, Manuel Zalaya, participam da Assembleia-Geral, os presidentes do Paraguai, Fernando Lugo, do Equador, Rafael Correa, e da Nicarágua, Daniel Ortega.

Análise da Notícia

A Organização dos Estados Americanos (OEA) há muito perdeu a pouca credibilidade que ainda tinha.
Reicorporar Cuba ao sistema é, portanto, um desafio também para a própria sobrevivência da entidade.

No entanto, é preciso ressaltar que enquanto os Estados Unidos impõe restrições à campanha deflagrada pelos países sul-americanos, Cuba também demonstra pouco interesse em retornar à OEA.

Em novembro de 2008, Cuba foi admitida no Grupo do Rio, em Cúpula realizada na Costa do Sauípe.

Na oportunidade, o presidente cubano Raúl Castro, afirmou que o país não tinha interesse algum em retornar à organização.
Cuba entende que o mecanismo político latino-americano realmente eficaz se chama CALC (Cúpula América Latina e Caribe), que realizou o seu primeiro encontro justamente na Bahia.

Trata-se de uma proposta brasileira que exclui Estados Unidos, Canadá, Portugal e Espanha, dos encontros regionais.

Seria um espaço onde apenas os latinos se sentariam para discutir seus problemas e coordenar suas ações.

O problema é que poucas iniciativas regionais que excluíram os Estados Unidos tiveram êxito.

Transformar a CALC numa espécie de OEA genuinamente latino-americana poderia ser encarada por Washington como uma provocação.

Além disso, o próprio regime político na ilha perderia com a resolução das divergências.

É bom ter claro que o embargo econômico também contribui para manter o status quo do PC cubano.

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